Unidade I
1. QUE É A BÍBLIA. A Bíblia é a revelação de Deus à humanidade. Seu autor é Deus mesmo. Seu real intérprete é o Espírito Santo. Seu assunto central é o Senhor Jesus Cristo. Esta atitude para com a Bíblia é de capital importância para o êxito no seu estudo. Nossa atitude para com a Bíblia mostra nossa atitude para com Deus. Sendo a Bíblia a revelação de Deus, ela expressa a vontade de Deus. Ignorar a Bíblia é ignorar essa vontade. Certo autor anônimo corretamente declarou: “A Bíblia é Deus falando ao homem; é Deus falando através do homem; é Deus falando como homem; é Deus falando a favor do homem; mas é sempre Deus falando!”
- O homem deve ler a Bíblia para ser sábio, Crer na Bíblia para ser salvo e praticar a Bíblia para ser santo..
ð Porque devemos estudar a Bíblia – Dentre as muitas razões, algumas são:
ð Porque ela ilumina o caminho para Deus (Sl 119.105,130)
ð Porque ela é alimento espiritual para o crescimento de todos (Jr 15.16: I pe 2.1,2) sabemos que a boa saúda aguça o apetite.
ð Porque ela é o instrumento que o Espírito Santo usa na sua operação (Ef 6.17)
ð A Bíblia é um livro de compreensão fácil e ao mesmo tempo difícil, mas, se conhecermos o seu autor a compreensão torna-se mais fácil.
ð Leia a Bíblia aplicando a si próprio – Não devemos “importar” mensagem para a Bíblia e sim “exportar” dela. Muitos não recebem nada da Bíblia, porque já se acercam dela com suas próprias idéias, sua própria “teologia”, querendo enxertar tudo isso na revelação divina.
ð Como podemos entender a Bíblia – Crendo nós sem duvidar, no que ela ensina. A Dúvida é um impecílio à compreensão das escrituras (Lc 24.21,25).
2. Observações úteis e práticas no manuseio e estudo da Bíblia.
Ø Apontamentos individuais – Habitue-se a tomar notas de suas meditações na Palavra de Deus. A memória falha com o tempo. Distribua seus apontamentos por assuntos previamente escolhidos e destacados uns dos outros. (ex. índice de assuntos)
Ø Ler e escrever referências bíblicas – o sistema mais simples e rápido para escrever referências bíblicas é o adotado pela SBB: duas letras, sem ponto abreviativo, para cada livro da Bíblia. Entre capítulo e versículo põe-se apenas um ponto. EX: I Jo 2.4 / Jn 2.4 / Mt 24.35
3. Diferença entre texto, contexto, referência, inferência.
a) Texto – São as palavras contidas numa passagem.
b) Contexto – é a parte que fica antes e depois do texto que estamos lendo. O contexto poder ser imediato ou remoto.
c) Referência – é a conexão direta sobre determinado assunto. Além de indicar livro, capítulo e Versículo, a referência pode levar outras indicações; depende da clareza que se queira dar, como:
Ex. Indicação da parte inicial de um versículo: Rm 11.17a.
Indicação da parte final de um versículo: Rm 11.17b.
Indicação do versículo que se segue: Rm 11.17s.
Indicação de versículos que se seguem ou não até o fim do capítulo em estudo: Rm 11.17ss
Recomendação para que se compare; confira ou confronte o texto indicado “cf” vem do latim “confere”.
d) Inferência – É uma conexão indireta entre assuntos. Uma dedução ou conclusão que se faz.
4. Siglas das diferentes versões em vernáculo:
ARC: Almeida Revista e Corrigida – é a Bíblia antiga que vem sendo impressa desde 1951 pela IBB
ARA: Almeida Revista e Atualizada – é a Bíblia de Almeida publicada pela SBB desde 1958.
FIG: Antônio Pereira de Figueiredo – atualmente impressa pela SB Britânica estrangeira, Londres.
SOARES: Matos Soares. – Versão popular dos católicos brasileiros (Edições Paulinas)
TR BR: Tradução Brasileira – publicada inicialmente em 1917.
5. A BÍBLIA E SUA HISTÓRIA
Ø Materiais em que a Bíblia foi originalmente escrita – Os principais foram dois: papiro e pergaminho. O papiro era extraído de uma planta aquática desse mesmo nome. Há várias menções dele na Bíblia, EX: Jó 8.11; Ex 2.3; Is 18.2; II Jo v.12. de papiro deriva o termo papel. Seu uso na escrita vem de 3.000 a.C, no Egito. Pergaminho é material superior ao papiro, porém de uso mais recente do que aquele. Teve seu uso generalizado, a partir do início do século I, na Ásia. É também citado na Bíblia, EX: II Tm 4.13.
Ø Formatos primitivos da Bíblia – Foram dois: rolos e códices. O rolo de fato, feito de papiro ou pergaminho. Era preso a dois cabos de madeira. Cada livro da bíblia era um rolo em separado. Naquele tempo ninguém podia conduzir pessoalmente a Bíblia como fazemos hoje... o que tornou isso possível foi a invenção do papel no século II pelos chineses. O Códice é uma obra no formato de livro de grandes proporções.
Ø As línguas originais da Bíblia – as principais são duas: hebraica, para o Antigo Testamento, e a Grega, para o Novo Testamento. Foi nessas línguas que a bíblia foi inspirada. As traduções só conservam a inspiração quando reproduzem fielmente o original.
Ø Os escritores da Bíblia – a existência da Bíblia, abrangendo seus escritores, sua formação, composição, preservação e transmissão, só pode ser explicada como milagre de Deus, ou melhor: Deus é seu autor. Foram cerca de 40 escritores da Bíblia. Esses homens pertenceram às mais variadas profissões e atividades, escreveram e viveram distante uns dos outros em épocas e condições diferentes. Levaram 1500 anos para escrever a Bíblia. Apesar de todas essas dificuldades, ela não contém erros nem contradições.
6. Unidade Física da Bíblia - A unidade e existência física da Bíblia até os nossos dias só pode ser explicada como um milagre. Há nela 66 livros, escritos por cerca de 40 escritores, cobrindo um período de 16 séculos ( ± 1500 anos ). Esses homens tinham diferentes atividades e escreveram sob diferentes situações. Na maior parte dos casos não se conheceram. Viveram em lugares distantes, de três continentes, escrevendo em duas línguas principais. Devido a essas circunstâncias, os autores nada sabiam sobre o que já havia sido escrito. Muitas vezes um autor iniciava um assunto e, séculos depois um outro completava-o. Entre os escritores houve príncipes, legisladores, generais, reis, poetas, estadistas, sacerdotes, profetas, pescadores, teólogos, boiadeiros, músicos, funcionários públicos, ministro, etc... daí surgindo uma toda diversidade de estilos. Os escritores escreveram ora na cidade, campo, prisões, palácios, em ilhas, deserto, exílio; tudo isso somado num livro puramente humano daria uma babel indecifrável. Porém os escritos desses homens completam-se apresentando uma só mensagem poderosa e coerente!
· Quanto a unidade física da bíblia, ninguém sabe ao certo como os 66 livros encontraram-se num só volume; isso é obra de Deus.
Ø Origem do nome Bíblia – O vocábulo Bíblia significa etimologicamente “coleção de livros pequenos” isto porque os livros da Bíblia são pequenos, formanos todos um volume não muito grande como tão bem conhecenos. De fato a Bíblia é uma coleção de livros, porém perfeitamente hamônicos entre si. É devido a isso que a palavra bíblia sendo plural no grego (biblos) passou a ser singular nas línguas modernas.
7. Famosas Traduções da Bíblia
a) Setuaginta – Foi a primeira tradução da bíblia. Local: Alexandria, no Egito. Período: cerca de 285 a.C. a tradução foi feita do hebraico para o grego. Compreendia só o AT, é evidentge. Foi a Bíblia que Jesus e seus apóstolos usaram.
b) Vulgata – É uma tradução da Bíblia toda, feita por Jerônimo, concluída em 405 d.C. Local: Belém – Palestina. Jerônimo foi um notável erudito da egreja que estava em roma, a qual nesse tempo ainda mantinha pureza espiritual. A tradução foi feita do hebraico para o latim.
c) A bíblia em português – A primeira tradução da Bíblia em português foi feita por um evangélico: o pastor João Ferreira a d’Almeida. Fato interessante é que o trabalho foi realizado fora de Portugal. A cidade foi batávia, na ilha de Java, no Oceano Índico. Hoje essa cidade chama-se Djacarta, capital da república da Indonésia. Almeida foi Ministro do Evangelho da Igreja reformada Holandesa, a mesma que evanglizou o Brasil, com sede em Recife durante a ocupação holandesa, no Século XVII. Nasceu em Portugal, perto de Lisboa, em 1628. Faleceu em Java em 1691. A igreja católica através do tribunal da Inquisição, não tendo podido queima-lo vivo, queimou-o em estátua, em goa, antiga possessão portuguesa na ìndia.
d) A versão Autorizada ou versão do rei tiago. Local da tradução: Inglaterra. Período: 1611 d.C. Essa versão é até hoje a predileta dos povos de origem inglesa. O povo inglês tem alta veneração pela Bíblia.
8. A BÍBLIA CATÓLICA – Estas têm 7 livros a mais, perfazendo 73 ao todo. Estes livros a mais são os chamados “apócrifos”, palavra que no sentido religioso significa não genuíno, espúrio. São livros não inspirados por Deus. Os 7 livros estão inseridos no AT. Isso foi feito muito depois de encerrado o cânon do AT, por conveniência da Igreja Romana. Provação deles, por essa igreja deu-se no Concílio de Treno em 1546 em meio a muita controvérsia. Seus títulos são:
¨ Tobias; Judite; Sabedoria de Salomão; Eclesiástico; Baruque; I Macabeus; II Macabeus.
¨ Além dos sete livros acima, a Bíblia de edição romana têm mais 4 acréscimos a livros canônicos, que sãos os seguintes:
Ester (ao livro de Ester)
Cântico dos três santos filhos (Ao livro de Daniel)
História de Suzana (ao livro de Daniel)
Bel e o Dragão (ao livro de Daniel)
CONCLUSÃO: Cancelados os livros apócrifos e as notas complementares acima, as Bíblias católicas e protestantes são idênticas.
9. UNIDADE FÍSICA DA BÍBLIA - A unidade e existência física da Bíblia até os nossos dias só pode ser explicada como um milagre. Há nela 66 livros, escritos por cerca de 40 escritores, cobrindo um período de 16 séculos ( ± 1500 anos ). Esses homens tinham diferentes atividades e escreveram sob diferentes situações. Na maior parte dos casos não se conheceram. Viveram em lugares distantes, de três continentes, escrevendo em duas línguas principais. Devido a essas circunstâncias, os autores nada sabiam sobre o que já havia sido escrito. Muitas vezes um autor iniciava um assunto e, séculos depois um outro completava-o. Entre os escritores houve príncipes, legisladores, generais, reis, poetas, estadistas, sacerdotes, profetas, pescadores, teólogos, boiadeiros, músicos, funcionários públicos, etc... daí surgindo uma toda diversidade de estilos. Os escritores escreveram ora na cidade, campo, prisões, palácios, em ilhas, deserto, exílio; tudo isso somado num livro puramente humano daria uma babel indecifrável. Porém os escritos desses homens completam-se apresentando uma só mensagem poderosa e coerente!
· Quanto a unidade física da bíblia, ninguém sabe ao certo como os 66 livros encontraram-se num só volume; isso é obra de Deus.
8. A ESTRUTURA DA BÍBLIA - São duas: AT (39 livros) e NT (27 livros) a maior livro é o dos Salmos; e o menor é III João. São 1.189 Cp, sendo 929 no AT e 260 no NT. O maior cap. É o Sl 119 e o menor é o Sl 117. Para ler a Bíblia toda em um ano basta ler 5 capítulos ao domingos e 3 nos demais dias da semana. São 31.173 versículos, sendo 23.214 no AT e 7.959 no NT. O maior versículo está em Ester 8.9 e o menor em Êx. 20.13, na ARC; em Lc 20.30 na TR BR; em Jó 3.2 na ARA; Jo 11.35 na ARA. Como se vê depende da versão.
9. CLASSIFICAÇÃO DOS LIVROS - Os 66 livros estão classificados ou agrupados por assuntos, sem ordem cronológica. é bom ter isso em mente ao estudar a Bíblia, pois evitará muito mal entendido, especialmente na esfera da história, da profecia bíblica e no desenvolvimento da doutrina.
· O Antigo Testamento: Seus 39 livros estão divididos em 4 classes: LEI, HISTÓRIA, POESIA. Os livros de cada classe sãos os seguintes:
- LEI: 5 LIVROS - de Gênesis a Deuteronômio.
- HISTÓRIA: 12 LIVROS - de Josué a Ester.
- POESIA: 5 LIVROS - de Jó a Cantares.
- PROFECIA: 17 LIVROS - de Isaías a Malaquias.
- O Novo Testamento: Seus 27 livros também estão divididos em 4 classes: BIOGRAFIA, HISTÓRIA, DOUTRINA, PROFECIA. Os livros de cada classe sãos os seguintes:
- BIOGRAFIA: Sãos os quatro evangelho.
- HISTÓRIA: é o livro de Atos dos Apóstolos.
- DOUTRINA - São vinte e um livros chamados Epístolas ou cartas. Vão de Romanos a Judas.
- PROFESSIA: é o livro de Apocalipse.
10. FATOS E PARTICULARIDADES DA BÍBLIA. - Os livros de Ester e Cantares não falam em Deus, porém sua presença é iniludível nos mesmos. Há na Bíblia 8000 menções de Deus entre seus vários nomes, e 117 menções do diabo sob seus vários nomes.
- A vinda de Jesus é referida 1845 vezes, sendo 1527 no AT e 318 no NT.
- O salmo 119 tem em hebraico 22 seções de 8 versículos cada. O número 22 corresponde ao de letras do alfabeto hebraico. Cada uma das 22 seções inicia com uma letra do referido alfabeto, e em cada seção todos os versículos começam com a letra da respectiva seção. Caso semelhante há no livro de Lamentações de Jeremias. Ali, em hebraico, os caps. 1,2,4 têm 22 versículos cada. Correspondendo as 22 letras do alfabeto, de Álefe a Tau. Porém o cap. 3 tem 66 versículos, levando cada três deles a mesma letra do alfabeto. Há outros casos assim na estrutura da Bíblia. Isso jamais poderia Ter sido obra do acaso. Por exemplo: o Salmo 22 é alfabético - um versículo para cada letra hebraica.
- O livro de Isaías é uma miniatura da Bíblia. Tem 66 capítulos correspondendo aos 66 livros. A primeira seção te 39 capítulos correspondendo à mensagem do AT. A Segunda seção tem 27 capítulos, tratando de conforto, promessa e salvação, correspondendo ao NT. O nome Isaías quer dizer Salvação de Jeová, e Jesus: Jeová é Salvação.
- A frase "não temas", ocorre 365 vezes em toda Bíblia, o que dá uma para cada dia do ano!
- O Capítulo 19 de II Reis é idêntico ao 37 de Isaías.
- Antigo Testamento encerra citando a palavra "maldição"; o NT encerra citando "a graça de Nosso Senhor Jesus Cristo."
- A Bíblia foi o primeiro livro impresso no mundo após a invenção do prelo; isso deu-se em 1452 na Alemanha.
A BÍBLIA COMO CIÊNCIA DE DEUS E AS TEORIAS CINTÍFICAS DO HOMEM.
A idéia de que a Terra era o maior de todos os astros e o centro dos movimentos celestes prevaleceu por muitos séculos. E quanto mais nos afastamos no tempo, mais generalizada encontramos essa teoria. Todavia, é surpreendente a declaração do patriarca Jó, registrada uns dezoito séculos antes de Cristo, de que o nosso sistema planetário, ou melhor, aquilo que se pode ver a olho nu, são “...apenas as orlas do caminho de Deus”, ou seja, apenas uma pequena parte das suas obras. Jó 26.14.
Copérnico, o grande sábio do passado revolucionou com sua grande descoberta declarando que a terra era redonda, indo mais além afirmou que ela não estava parada concordando em parte com Anaximandro quanto ao apoio da terra (este concluiu que era cilíndrica que se mantinha imóvel no centro do universo em virtude de uma igual pressão de ar por todos os lados.) Muitos Séculos antes ainda surgiram Pitágoras e Aristarco afirmando no terceiro século a .C. que a terra era muito menor que o sol e se movia em redor dele. Entretanto, uns duzentos anos antes da primeira teoria (pitágoras), o profeta Isaías registrou que Deus “é o que está assentado sobre o globo da terra” Is 40.22 Em outras traduções encontramos termos equivalentes a globo, como “redondeza”, “esfera”, etc. E quanto ao apoio do nosso planeta, disse Jó treze séculos antes de Anaximandro e pitágoras: “Deus... suspende a terra sobre o nada” Jó 26.27.
VER O DIA LONGO:
Js 10 1-27
Is 38ss
BIBLIOGRAFIA:
CURSO DE APERFEIÇOAMENTO DE PROFESSORES DA ESCOLA DOMINICAL
ANTÔNIO GILBERTO – 3ª EDIÇÃO 1976
DEUS, A BÍBLIA E O UNIVERSO
ABRÃO DE ALMEIDA – 2ª EDIÇÃO 1982
terça-feira, 11 de outubro de 2011
CULTURA HEBRAICA
1. ORGANIZAÇÃO POLÍTICA
Estado de Israel ( Medinat Yisrarael ) , criado em 1948 , é uma democracia parlamentar. Não existe , até o presente momento, Constituição escrita . Um determinado número de Atos do Parlamento, aprovados em 1958, formam a base da legislatura do País e , em data ainda a ser decidida , referidos Atos deverão ser transformados na Constituição.
chefe do Estado é o Presidente , eleito a cada 5 anos pelo Parlamento, podendo ser reeleito, sendo o responsável pela representação e obrigações oficiais formais. O Presidente nomeia os Embaixadores, Juizes e o Pagador Geral do Estado. Também indica o Controlador do Estado ao Parlamento que, uma vez aprovado, só é responsável perante o mesmo. Entre as suas responsabilidades está a supervisão de todos os organismos do País.
O Parlamento Israelita ( knesset ) consiste de 120 membros eleitos na base da representação proporcional para servir por um período de quatro anos. O knesset é a autoridade suprema no País e age como Legislativo. As leis são usualmente elaboradas pelo Gabinete, podendo também ser apresentadas por membros individuais dos partidos políticos.
O Governo é dirigido por um membro do Parlamento, a pedido do Presidente. E constituído de um Primeiro Ministro e seu Ministério, atuando como Executivo. Todos os membros do governo são responsáveis perante o Parlamento e dependem de sua confiança para governar.
David Bem Gurion foi o primeiro Ministro de Israel. Atualmente, o cargo é exercido por Yitzhak Shamir.
Israel é uma democracia baseada num sistema pluripartidário, que reflete a multiplicidade étnica, cultural e ideológica da sociedade israelita. Como até o presente momento nenhum partido conseguiu maioria absoluta, cada governo depende da formação de coalizões.
Desde a fundação do Estado de Israel, os pequenos partidos religiosos retém, o balanço do poder: dois dos partidos religiosos israelitas – Agudas Israel e Poalei Agudas Israel – são contra a elaboração de uma constituição escrita, lutando pelo estabelecimento de uma Teocracia , com a legislação totalmente de responsabilidade dos Rabinos.
Os dois maiores partidos são o Likud ( nacionalista ) e o bloco socialista ( que inclui o Mapai e o Mapan ) . A esquerda do bloco socialista está o Partido Comunista Israelita , que defende a causa dos refugiados Palestinos, e o Novo Partido Comunista , que influenciado por Moscou .
O governo atual consisti de uma coalizão direitista formadas desde 1977 , quando o Likud assumiu o poder .
As Cortes Israelitas são independentes. A Suprema Corte é a mais importante no Judiciário. Cada grupo religioso possui sua própria jurisdição em matérias relacionadas com litígios pessoais .
A Lei do Retorno , aprovada em 1950 , dá a todos Judeus o direito de retornar a Israel e tornar-se cidadãos Israelitas. Entretanto , o Ministro do Interior está autorizado a negar este direito a pessoas com criminal ou aquele cujas presenças possam constituir em perigo para a saúde pública ou a segurança .
Para finalidades administrativas o Pais está dividido em Seis Distritos. A Jordânia Ocidental ( Cisjordânia ) e a Faixa de Gaza , ocupadas por Israel desde 1967, estão sob administração militar . As Colinas de Golan , também capturadas em 1967, foram anexadas por Israel em 1981. Abaixo , apresentam-se alguns dados sabre a divisão administrativa de Israel .
2. A RELIGIÃO JUDAICA COMO FATOR DE UNIDADE NACIONAL .
O Estado de Israel está situado no Oriente Médio , numa área que é santificada pelas três grandes religiões monoteístas – Cristianismo , Islamismo e Judaísmo .
O Judaísmo e o Cristianismo nasceram em terras do hoje Estado de Israel . Jerusalém , onde acredita-se que Maomé tenha subido aos Céus , é considerada pelos Muçulmanos o lugar mais santos depois de Meca e de Medina .
O Estado de Israel garante a liberdade de prática para os membros de todas as religiões ( Judeus , Cristãos , Muçulmanos , Drusos , Bahia , entre outros ) .
Os Judeus , com 85,2% da população constituem o maior grupo religioso. O Rabinato Chefe é a suprema autoridade religiosa judaica, sendo formado pelos Rabinos chefes Ashkenazi e Sephardi, assim como pelos membros das Supremas Cortes Rabínicas.
Israel tem Cortes Civil e Religiosa. A Suprema Corte, com sede em Jerusalém, é a mais importante no País. Entretanto, em matéria de casamento e divórcio, os habitantes Judaicos de Israel estão sujeitos às Cortes Rabínicas.
Os dois livros sagrados dos Judeus são o Torá (os cinco livros de Moisés – “Pentateuco”) e o Talmude , que consiste do Mishna[1][1] e do Gemara . O Sabbath é dia de repouso, começando ao por do sol de sexta-feira e terminando ao por do sol de Sábado.
O lugar mais sagrado e o mais importante local de preces é o Muro das Lamentações, em Jerusalém, constituído por parte do Templo construído por Salomão e destruído no ano 70 d.C . pelos Romanos.
Em adição aos Judeus Ortodoxos, representados pelo Rabinato Chefe, existem os conservadores e os Liberais ou Reformistas. Existe também o grupo Ultra Ortodoxo ( os Judeus Hassidim), que vivem em Mea Shearim , um subúrbio de Jerusalém. Este grupo mantém as mesmas características de vida praticada nos guetos Judeus da Polônia, no século XIV.
3. OUTRAS RELIGIÕES PROFESSADAS EM ISRAEL
Os Caraíbas (Karaim) – grupo formado no século VIII a.C. por Anan Ben David, na Pérsia. Seus seguidores reconhecem as Leis de Moisés, porém não aceitam o Rabinato. Atualmente os Caraíbas somam cerca de 11.000 adeptos, metade dos quais séculos dos quais vivem em Israel, principalmente nas vizinhanças de Ramla.
Os Samaritanos – Constituem um pequeno grupo cujo solo sagrado é o Monte Gerezim, perto de Nablus. Os Samaritanos se separaram do resto dos Judeus após a escravidão babilônica. Seus escritos sagrados são os cinco livros sagrados de Moisés e o livro de Josué, do Antigo Testamento.
Os Muçulmanos (Islã) – a maior parte dos Árabes que vivem em Israel são Sunitas. Jerusalém, depois de Meca e de Medina, é o local mais sagrado para o islã. Em Jerusalém estão localizadas as Mesquitas El Aqsa e o Dome of the Rock, local onde os muçulmanos acreditam que Maomé subiu aos céus montado no seu cavalo Al Burak. O livro canônico dos muçulmanos é o Al Koran ( Alcorão ou Corão ) dividido em 114 suratas (capítulos), sendo venerado como uma revelação de Alá ao “Profeta Maomé” (571-632 d.C). O Al Koran é acompanhado de dois outros livros, o Hadith e o Sunna. Os muçulmanos reconhecem os livros sagrados Cristãos e Judeus como preparatórios para a revelação final, bem como os profetas das duas religiões monoteístas. Jesus Cristo é considerado pelos Muçulmanos como o maior profeta depois de Maomé. As cinco obrigações de todos os seguidores do Islã são: acreditar em Alá como sendo o único deus; orar 5 vezes ao dia orientado na direção de Meca; dar esmolas; observar o jejum do Ramadan; e fazer durante sua vida, pelo menos uma peregrinação a Meca. O dia de repouso semanal dos muçulmanos é a sexta-feira. O Kadís (juizes de jurisdição religiosa), constituem a liderança dos Muçulmanos em Israel.
O Cristianismo – O Cristianismo em Israel pertencem a várias comunidades religiosas. Os seguidores dos diversos credos se estabeleceram em Israel desde os tempos primitivos do Cristianismo. Outras ramificações surgiram em épocas posteriores, principalmente no ano 451 d.C., após o 4º Concelho Ecumênico, em Chalkedon. As principais comunidades Cristãs em Israel são as seguintes: Igreja Ortodoxa Grega – 451 d.C.; Igreja Copta – 451 d.C.; Igreja Ortodoxa Síria ou Igreja Oriental – 450 d.C.; Igreja Católica Romana – 451 d.C.; Igreja da Etiópia; Igrejas Protestante e Anglicana – representadas em Jerusalém desde o século 19 – 1841.
4. POPULAÇÃO
Após a destruição do Templo pelos romanos no ano 70 d.C. e a vitória sobrre o levante de Bar-Korchba no século II, a população hebraica, no que era então a Palestina diminuiu consideravelmente nos séculos seguintes. No início do século XIX, a população total atingia apenas a 250.000 pessoas. Os Judeus vivendo na Diáspora, se tornaram frequentemente uma minoria perseguida nos países onde se fixaram. Após 1870, os Judeus começaram a retornar para áreas abandonadas da Palestina, longe das cidades. De 1882 até 1948, quando o Estado de Israel foi restaurado, diversas imigrações (Aliyan) causaram um aumento considerável da participação de Judeus na população de Israel.
A população do país aumentou de 878.000 em 1940, para 1.174.000, em 1949 e 2.032.000 em 1958. Em 1979, existiam 3.135.000 Judeus e cerca de 595.000 Árabes, em 1982, a população total, incluindo aqueles vivendo em Jerusalém Oriental e nas zonas administrativas por Israel, atingia um pouco mais de 4 milhões de pessoas – vale salientar que esta numerologia corresponde a população habitacional de Israel. Os imigrantes na Europa se classificam em dois grandes grupos:
Os Ashkenazim – que emigraram da Europa Central e Oriental, e da América. Falam Yiddish, uma língua originária do Alemão medieval.
Os Sephardim – cuja origem é a Espanha (Sepharad, em Hebraico). Quando os Sephardim foram expulsos da Espanha, emigraram para os Países Baixos, a Grécia e a Palestina. Um dos famosos Sephardim foi o Rabino Bem Nachmanides, o fundador do Judaísmo em Jerusalém, e intérprete do Torá.
5. AS LÍNGUAS
As línguas oficiais em Israel são o Ivrit (hebraico moderno) e o arábico. As duas línguas pertencem ao grupo de línguas semíticas, sendo ambas escritas da direita para a esquerda. Entretanto, os caracteres são bastante diferentes.
Hebraico Moderno
Ivrit (Iwrith, Iwrit) está baseado no Hebraico do Antigo Testamento, diferindo consideravelmente. O alfabeto Hebraico tem 22 letras. As palavras hebraicas consistem de uma estrutura mais ou menos fixa de consoantes, com as vogais podendo varias. O Hebraico escrito originalmente estava restrito às consoantes, com as vogais podendo variar. O Hebraico escrito originariamente estava restrito ás consoantes que davam o significado à palavra. As vogais passaram a ser adotadas em um estágio posterior, sendo escritas sob a consoante as quais elas seguem. Sua validade fonética varia consideravelmente. Cada letra tem um valor numérico (bem como um número). Com o início do movimento Sionista , no século XIX, foi tentado um esforço para eliminar a diferença entre as línguas sagrada e profana. O Hebraico não mais deveria ser restrito a matérias religiosas, devendo se tornar vernacular.
A língua árabe moderna evoluiu do arábico da antiguidade, tendo acompanhado a expansão do Islã através de grande áreas do Sul e Oriental do Mediterrâneo. O arábico é falado em numerosos dialetos. O mais importante desses dialetos é o falado pela população árabe de Israel. Conhecido como Arábico Egípcio. Os números na escrita arábica, são escritos da esquerda para a direita, enquanto que no Hebraico são escritos da direita para a esquerda.
6. A EDUCAÇÃO
Em Israel , a educação é considerada como elevada prioridade, sendo compulsória até a idade de 15 anos. O ensino é gratuito – 57% dos alunos frequentam escolas públicas, 21% atentem a escolas Hebraicas e 22% estudam em escolas de língua Árabe. O nível de ensino difere substancialmente de acordo com a origem dos estudantes. Desde que parte da população de Israel é originada de países subdesenvolvidos e parte dos Estados Unidos e Europa, há um considerável esforço para eliminar as diferenças educacionais entre os dois grupos. O número de alunos de origem Africana e Asiática diminui acentuadamente na passagem do curso primário para o secundário e, principalmente, no nível universitário. O número total de estudantes de nível superior atinge a 60.000, cerca de 20.000 estudantes frequentam escolas Talmúdicas ( Yeschiva ).
7. DEFESA NACIONAL
Uma importante parte do processo educacional em Israel é de responsabilidade das Forças Armadas Israelitas (Zahal ), dentro e fora do campo militar. As medidas incluem educação adicional e estudos universitários para soldados oriundos de classes desprivilegiadas. Nenhum soldado deixa o exército sem completar sua educação básica.
As Forças Armadas Israelitas originaram-se da Haganah, organização de auto-defesa formada no tempo do mandato britânico. Sua mais importante missão é assegurar a independência do Estado de Israel. As Forças Armadas consistem de um pequeno núcleo de oficiais de carreira, oficiais não comissionados e soldados. O serviço militar é compulsório para os Judeus, Drusos e Circassianos ( 36 meses para os homens e 24 mesespara as mulheres). Os Muçulmanos e Cristãos podem ser voluntários. O Exército é formado principalmente por reservistas. Os homens podem ser convocados para o serviço de reserva até a idade de 55 anos e as mulheres sem filhos, até 34 anos. Desta maneira, as forças Armadas Israelitas podem se transformar rapidamente de uma pequena força para uma poderosa força de ataque. O Exército, a Força Aérea e a Marinha são coordenadas por um comando conjunto, chefiado por um Major General.
8. O CALENDÁRIO HEBRAICO
Em Israel são utilizados os Calendários Judaico, Muçulmano e Cristão. A Cronologia Judaica se inicia com a Criação do mundo baseado no ano 3761 a .C. o calendário hebraico está baseado no ano lunar fixo, tendo 353, 354 ou 355 dias. Desde que isto determina o ano lunar menor que o ano solar, cada ciclo de 19 anos contém 7 anos bissextos. Os anos bissextos apresentam um 13º mês de 30 dias, fazendo coincidir o calendário com o ano solar.
Os doze meses do calendário hebraico são os seguintes:
HISTADRUT
Foi o nome dado em 1922 a União Geral dos Trabalhadores, que constitui a maior organização trabalhista de Israel, com sede em Telaviv. Está aberta a membros de todas as profissões, que podem se associar individualmente. Possui mais de um milhão de associados, incluindo árabes e Drusos. Os salários em Israel são indexados ao custo de vida, sendo fixados conjuntamente com as associações de empregados. A Histadrut opera um esquema de seguro de saúde e um fundo de bem-estar, que faz empréstimos a associados em necessidade, administrando também, casas para crianças e pessoas idosas. Promove treinamento vocacional e classes noturnas para adultos, bem como atividades culturais e esportivas para seus associados.
KASHRUT
O conjunto de leis contemplando aspectos de higiene e limpeza é conhecido como Kashrut. Remonta ao tempo de Moisés que, ao compilar as leis, foi governado por considerações sobre higiene e estética e, especialmente, com a intenção de estabelecer os Israelitas a parte dos outros povos.
O Capítulo 12 do 3º livro de Moisés instrui sobre a limpeza das mulheres grávidas e a circuncisão dos recém-nascidos. O Capítulo 18 apresenta as regras para o casamento e a castidade. No Capítulo 19 são consideradas a consagração da vida diária e a observação do Sabbath. No Capítulo 17 do 5º livro de Moisés, a oração para deuses terrestres é proibida e no capítulo 24 encontram-se os conselhos sobre a criação de animais. As leis sobre animais puros e impuros, bem como alimentos, são encontradas no 3º livro de Moisés Cap. 11-17 e no capítulo 14 do 5º livro de Moisés.
Os feriados judaicos são os seguintes:
13 (Fevereiro) - 15 (Shevat) - Tu Bishvat - Dia das Árvores
14 (Março) - 14 (Adar) - Purim - Salvamento dos Judeus do Império Persa
15 (Março) - 15 (Adar) - Shushan Purim - Festa da Sorte
13 - 20 (Abril) - 15 - 21 (22) (Nissan) - Pesach - Páscoa
25 (Abril) - 27 (Nissan) - Yom Hashoá Vehagevurá - Dia à Memória dos Mártires do Holocausto
02 (Maio) - 4 (Iyar) - Yom Hazikarón - Dia à Memória dos Soldados Israelitas Caídos
03 (Maio) - 5 (Iyar) - Yom Haatzmaut - Dia da Independência
16 (Maio) - 18 (Iyar) - Lag B’Omer - Revolta de Bar-Kochbá
26 (Maio) - 28 (Iyar) - Yom Yerushalayim - Dia de Jerusalém
02 - 03 (Junho) - 6 - 7 (Sivan) - Shavuot - Pentecostes
03 (Agosto) - 9 (Av) - Tisha B’Av -" Data da destruição do primeiro e do segundo Templo
23 - 24 (Setembro)- 1- 2 (Tishrei) - Rosh Hashaná - Ano Novo
02 (Outubro) - 10 (Tishrei) - Yom Kipur - Dia do Perdão
07 - 08 (Outubro) - 15 - 16 (Tishrei) - Sukot - Festa dos Tabernáculos
14 - 15 (Outubro) - 22 - 23 (Tishrei) - Shmini Azeret/Simchat Torá - >Alegria da Lei
16 (Dezembro) - 25 (Kislev) - Chanuca - Triunfo dos Judeus
8. AS BASES DA ECONOMIA ISRAELITA
Desde a sua fundação em 1948, a economia de Israel tem enfrentado muitas adversidades. Sendo um país subdesenvolvido, a maior parte de seu povo não tinha treinamento específico, nem recursos, os conflitos com os Árabes e os Palestinos mantendo os custos de defesa muito elevados, havendo uma falta generalizada de poupança. Apesar de todos esses fatores negativos, a economia passou a Ter um desenvolvimento acelerado, motivado principalmente pelo rápido aumento da força de trabalho especializado representada pelos Judeus que retornavam da Diáspora, com o consequente incremento na produtividade, o elevado influxo de capital (incluindo as reparações pagas pela Alemanha Ocidental e os Empréstimos dos Estados Unidos e do Banco Mundial) bem como a taxação pessoal, de grande valor percentual. O Estado de Israel tem empresas privadas, empresas estatais e empresas pertencentes aos sindicatos. Cerca de 63% da força de trabalho estão no setor de serviços, 12% no comércio, 6% na agricultura e o restante, na indústria.
9. A AGRICULTURA
A agricultura israelita está situada entre as mais produtivas do mundo. Em alguns setores como a pecuária leiteira e a avicultura, são os mais avançados.
A história de agricultura israelita tem sido de uma constante luta para superar não somente as incertezas da natureza ou de sua terra árida, mas também de administrar corretamente as variações do mercado mundial de commodities. Apesar de sua pequena área. Israel é uma terra de contrastes. Ao norte, a topografia é acidentada, sendo o clima geralmente ameno, mais agradável que no sul. Os invernos em todo o país são moderados e os verões, longos, secos e quentes. O norte recebe a maior parte da precipitação pluviométrica; entretanto, possui pequena área apta à exploração agrícola. O sul tem abundância de terras cultivadas, porém virtualmente não ocorrem chuvas na região.
A política nacional agrícola é determinada pelo Parlamento (Knesset) e executada pelo Ministério da Agricultura. O Ministério, através de comitês específicos, estabelece as quotas de produção das diversas commodities, determina os preços dos produtos por meio de subsídios, controlando também a comercialização da maior parte da produção agrícola. Por exemplo: o comitê de comercialização de leite estabelece as quotas de produção para cada unidade ou fazenda leiteira de uma operação agrícola integrada. ao mesmo tempo, exerce grande influência na determinação do preço, através de subsídios que, embora drasticamente reduzidos nos últimos anos, se aplicam aos alimentos básicos.
O rebanho bovino de Israel é o melhor e mais produtivo do mundo. A média anual de produção de leite por vaca atinge a 9.500 kg de leite, em 300 dias de lactação.
Avicultura – o setor avícola em Israel está situado entre os mais avançados do mundo. Os israelitas consomem grandes quantidades de carne de frangos e de perus. De fato, Israel apresenta o mais alto consumo per capita de carne de peru do mundo.
Citricultura – Israel é conhecido mundialmente pela qualidade de seus produtos cítricos. A indústria cítrica mundial é extremamente competitiva e sensível às variações climáticas, principalmente a ocorrência de geadas nas regiões produtoras de citros. Vale salientar que Israel é o maior exportador mundial de produtos processados de Grape-fruit.
Algodão – a maior produtividade e a melhor qualidade de fibra mundiais são obtidos pelos cotonicultores de Israel. A chave do sucesso tem sido o uso de sementes de elevado de elevado potencial genético, desenvolvidas para cultivo sob irrigação, assim a adaptação da tecnologia de irrigação por gotejamento para uso nos algodais. A principal empresa produtora de sementes de algodão, com exportações para o Egito, Grécia, Espanha, Estados Unidos, África do Sul, Paraguai e Brasil, e a Hazera seeds Company, cuja sede está estabelecida na cidade de Haifa.
Atualmente, Israel é um sério competitor internacional no que diz respeito a produtos industriais de alta tecnologia, é o berço da tecnologia de irrigação por gotejamento, implantada no Brasil como o Pivô.
10. TURISMO
O turismo vem se tornando uma das maiores indústrias do país. Turistas e peregrinos de todas as partes do mundo tem oportunidades de apreciar os monumentos das civilizações passadas, as fortalezas medievais do tempo dos Cruzados e principalmente, os lugares sagrados da religiões Cristã, Judaica e Muçulmana. O número de turistas vem aumentando anualmente. Israel tem cerca de 400 hotéis, com um total aproximado de 26.000 apartamentos. A Terra Santa recebe por ano uma média de 1,8 milhões de turistas estrangeiros.
Cidades e Locais a Serem Visitados.
Tel Aviv / Jaffa (Yafo, em Árabe) – Estão localizadas no Mediterrâneo. Distam cerca de 65 km a Noroeste de Jerusalém, constituído o maior conglomerado urbano e o mais importante centro comercial de Israel. Tel Aviv é uma cidade moderna. Praticamente as duas cidades estão unidas em um só conjunto, denominado Tel Aviv/Jaffa.
Jerusalém - A cidade de Jerusalém ( Yerushalayim em Hebraico, El-Quds, em Arábico e Hierosolyma, em grego e latim) é a capital de Israel. Como cidade de Davi e Salomão, do lugar da Paixão de Cristo e de onde Maomé (segundo a crença muçulmana) “ascendeu aos céus”. Assim sendo, Jerusalém é uma cidade reverenciada pelos Judeus, Cristãos e Muçulmanos.
No tempo de Abraão, presumivelmente no século 18 a .C., a cidade era chamada de Selém. O rei Melquisedeque recebeu Abraão (Gn 14.18) e, perto do final do segundo milênio antes de Cristo, a cidade passou a pertencer aos Jabusitas, de quem Davi conquistou (2Sm 5.6-10), originando a cidade de Davi e tornando Jerusalém o centro político e religioso do Reino de Israel. Seu filho Salomão construiu um Palácio e um Templo dedicado ao Senhor Jeová (1Rs 6-8). Após sua morte, Jerusalém tornou-se a capital do Reino de Judá.
Sob o reinado do rei Ahaz Nos anos 733- 727 a .C., os deuses Assírios passaram a ser adorados, além do retorno à prática do culto a Baal. Seu filho Ezequias (727- 698 a .C.) purificou o Templo, construiu muros para defesa e um túnel para o abastecimento de água da cidade. Em 628 a .C., o rei Josias fez de Jerusalém o único e legítimo lugar sagrado Israelita (2Rs. 22)
Em 587 a .C., o rei Nabucodonozor, da Babilônia, conquistou a cidade, expulsando a maioria de sua população. Ao final do cativeiro babilônico, no primeiro ano do reinado de Ciro, o segundo Templo foi construído ( 580 a .C.) e Neemias ergueu novo muro em torno da cidade.
No ano 332 a .C. (período interbíblico) Jerusalém caiu sob a dominação grega. A desecração do templo por antióquio IV causou a revolta dos Macabeus em 167 a .C. no ano 63 a .C. Jerusalém passou para a esfera de influência dos romanos. Herodes tornou-se governador no ano 37 a .C., quando reconstruiu a praça do Templo, erguendo palácios, a cidadela, teatros e outras construções seguindo a arquitetura Romana.
Ano 70 d.C. Jerusalém foi destruída pelo Imperador Tito e, a partir do ano 175 d.C., foi reconstruída pelo Imperador Adriano. Jerusalém tornou-se uma cidade Cristã no ano 326 d.C. No ano 638 d.C., Jerusalém foi conquistada pelos exércitos Islâmicos.
Após séculos de proibição de viver em Jerusalém, os Judeus começaram a retornar a sua terra natal. Ao final da 1ª guerra mundial, no dia 11 de dezembro de 1917, os ingleses entraram em Jerusalém, sob o comando do General Allenby. A partir de 1º de julho de 1920, Jerusalém passou a sediar o Quartel General do Alto Comissário Britânico para o Mandato Palestino. Em 1948, quando o Mandato Britânico terminou, ocorreu a guerra entre Israel e a Jordânia pela conquista da cidade. No cessar fogo de 1949, Jerusalém foi dividida, oportunamente em que os israelitas fizeram de Jerusalém Ocidental a capital de Israel. Jerusalém foi anexada após a guerra dos seis dias, em 1967.
Em 1980, Jerusalém (incluindo a antiga cidade Árabe), foi declarada a “Capital de Israel por todos os tempos”.
BELÉM (Bethlehem – Beit Lahm) – reconhecida na Bíblia como a cidade de Davi e de Jesus.
Jesus nasceu da linhagem de Davi, em Belém. Seus pais, Maria e José, vieram a Belém provenientes de Nazaré, onde residiam normalmente, por causa de um censo conduzido nos dias do Imperador César Augusto (Lc 2.1-7). Os anjos proclamaram o nascimento de Jesus aos pastores nos campos (Lc 2.10)
NAZARÉ (Nazerat – En Nasra) – É a maior cidade da parte árabe de Israel. Seus habitantes são, na maioria, cristãos. Como o local da anunciação e o lugar onde Jesus viveu grande parte de sua vida, a cidade atrai peregrinos cristãos há mais de 1.500 anos. Nazaré não é mencionada no antigo testamento, a primeira referência ocorre no novo Testamento, na descrição da anunciação (Lc 1.26-33). Jesus viveu em Nazaré até ser batizado por João (Lc 3.21). logo depois, passou a pregar a maior parte do tempo em torno de Cafarnaum. A gruta da anunciação tornou-se um local de veneração e a igreja atual é a Quinta construída no local. Nazaré foi destruída várias vezes, sob o domínio Persa e outros conquistadores. Somente à partir de 1620, foi obtida permissão para os cristãos viverem em Nazaré. A cidade começou a se desenvolver nos séculos 19 a 20, sob os Turcos e durante o mandato britânico.
CAFARNAUM – (Capernaum – Kefar Nahum) – Está localizada na margem Norte do mar da Galiléia, sendo relacionada estreitamente com o trabalho de Jesus. Após deixar sua cidade natal de Nazaré, Jesus ensinou nessa vila de pescadores e nas áreas vizinhas, onde reuniu seus primeiros discípulos, todos pescadores: E Jesus, andando junto ao mar da Galiléia, viu a dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, os quais lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores; E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens. Então eles, deixando logo as redes, seguiram-no. E, adiantando-se dali, viu outros dois irmãos, Tiago filho de Zebedeu, e João, seu irmão, num barco com seu pai, consertando as redes; e chamou-os, eles, deixando imediatamente o barco e seu pai, seguiram-no. (Mt 4.18-22). Pregou na sinagoga, onde curou um homem possuído pelo demônio (Mr 1.32). Perto de Cafarnaum Jesus alimentou cinco mil homens com apenas cinco pães e dois peixes (Mt 15.32-39). Também foi em Cafarnaum que Jesus ensinou as parábolas do semeador, do joio e do trigo, do tesouro escondido nos campos, da rede de pesca, entre outras (Mt 13). E acima de tudo, foi onde Jesus pregou o Sermão do Monte.
MAR DA GALILÉIA (Yam Hinneret) – Está situado no vale do Jordão, a 210 metros abaixo do nível do mar, tem 12 km de largura e 21 km de comprimento, cobrindo uma área de 170 km2.
RIO JORDÃO (Yarden) – é o maior rio de Israel, com 252 km de comprimento e o que apresenta maior vazão. Corre através do Mar da Galiléia e, depois de um curso sinuoso, desemboca no mar morto, trazendo água doce. Embora o rio Jordão não seja profundo nem largo, é um dos mais conhecidos rios do mundo, por causa de sua importância para a religião Cristã.
JERICÓ (Yericho – El-Riha) Está situada a 36 km a Nordeste de Jerusalém e 15 km a Noroeste do mar morto. Na antiguidade, Jericó era conhecida como a cidade mais antiga do mundo. Foi perto de Jericó que Jesus, no seu percurso no vale do Jordão, durante a última viagem da Galiléia a Jerusalém, foi saudado como “Filho de Davi” por dois cegos. Jesus curou-os e eles passaram a acompanha-lo ( Mt20.30-34).
MAR MORTO (Yam Hamelach em Hb – Bahr Lut em árabe) – Está situado abaixo do nível do mar, sendo o lugar mais baixo da superfície da terra. Tem 76 km de comprimento com até 16 km de largura, cobrindo uma área de 1000 km2. O rio mais importante que desagua no Mar Morto é o rio Jordão. O Mar Morto foi o local da cena bíblica de Sodoma e Gomorra, destruída pelo fogo e lava por causa de sua iniquidade.
JUDÉIA – (Yehuda) – A Judéia se estende do Mediterrâneo até o Rio Jordão e o Mar Morto, do rio Yarkon ( que chega perto de Tel Aviv) até Gaza e En Gedi. Em torno de 1200 a .C., os filisteus se estabeleceram na planície costeira, e nas montanhas ficaram as tribos de Judá e Benjamim, aos quais uniu para formar o Reino de Judá. Durante a guerra da independência de 1948/49, a parte oeste da Judéia caiu em poder do novo Estado de Israel. A parte leste, incluindo Hebron, ficou com a Jordânia, que ganhou também a maior parte da Samaria. Essas áreas, bem como Jerusalém Oriental, foram ocupadas por tropas Israelitas em 1967.
GALILÉIA - (Galiu) – Está situada ao norte de Israel, limitando-se com o Mediterrâneo, o Vale do Jordão e a planície de Jezreel. Depois da anexação da Galiléia pelos romanos, ela foi colocada, juntamente com a Judéia, sob o jugo de Hirkanos II, e então, de Herodes o grande. Subsequentemente, durante o ministério de Jesus, fez parte da tetrarquia de Herodes Antipas, que construiu Tibérias, sua Capital.
SAMARIA – A cidade de Samaria foi a capital do Reino de Israel de 880 a 721 a .C. A Região de Samaria está limitada pela planície de Sharon, ao oeste, pela planície de Jezreel, ao norte, o Vale do Jordão, no leste e pela Judéia, ao sul.
Três dos discípulos de Jesus ( Felipe – Pedro – João ) vieram para Samaria entre 30 e 35 d.C., na época, na época de maior esplendor da cidade.
CESARÉA – Uma cidade clássica com associações com os Cruzados, está situada no meio do caminho entre Tel Aviv e Haifa. Os primeiros agrupamentos populacionais tiveram início com os Fenícios, que construíram um porto no século IV a.C.. Depois que Alexandre “o grande” conquistou a região em 332 a .C., os gregos viveram na área. No ano 22 a .C., Herodes “o grande” iniciou os trabalhos de construção na cidade que ele denominou de cesaréa, em homenagem a Augustus. Com um templo dedicado a Augustus, um teatro, um hipódromo, e um bom suprimento de água, Cesaréa tornou-se uma cidade importante, com um porto ativo, sendo habitada por Judeus, Romanos e outros povos.
Quando a Judéia passou ao domínio Romano, tornando-se uma província, os governadores passaram a residir em Cesaréa a partir do ano I d.C. Entre eles, estava Pôncio Pilatos, sob cuja administração Jesus foi crucificado, e Félix, que manteve Paulo Cativo por dois anos na cidade (At 23.35). Também na época de Pôncio Pilatos, cerca de 35 d.C., o apóstolo Pedro batizou Cornélio, o centurião Romano (At. 10). Conflitos entre as populações Gregas e Judaica na cidade causaram o levante Judaico no ano 66 d.C., dominado por Vespasiano e seu filho Tito, ano 70 d.C.
Enfim, O judaísmo é considerado a primeira religião monoteísta a aparecer na história. Tem como crença principal a existência de apenas um Deus, o criador de tudo. Para os judeus, Deus fez um acordo com os hebreus , fazendo com que eles se tornassem o povo escolhido e prometendo-lhes a terra prometida.
Atualmente a fé judaica é praticada em várias regiões do mundo, porém é no estado de Israel que se concentra um grande número de praticantes. A Bíblia é a referência para entendermos a história deste povo.
[1] A palavra Mishná significa literalmente "repetição" e também "estudo", "ensinamento", já que o ensino fazia-se oralmente, com base apenas na repetição. Dá-se este nome à compilação da doutrina tradicional judaica pós-bíblica, em especial à sua parte jurídico-religiosa. Por isso o vocábulo Mishná, que indica a Lei oral, se opõe à palavra Micrá que representa a Lei escrita, a Bíblia, especialmente sua primeira parte, o Pentateuco. Não é de estranhar, pois, que R. Natan ben Iehiel, em seu Aruch , dissesse que se chamava Mishná(*) porque era a segunda Lei, o que coincide com a tradução que gregos e latinos dão da palavra, mediante o vocábulo "deuterosis".
[1][2] A Guerra dos Seis Dias foi mais um desdobramento dos conflitos entre árabes e judeus. Ela recebeu esta denominação devido ao efetivo contra-ataque israelense à ofensiva árabe, promovido pelo Egito. O presidente Nasser, buscando fortalecer o mundo árabe, tomou medidas importantes: deslocou forças árabes para a fronteira com Israel, exigiu a retirada de representantes militares da ONU, mantidos na região desde 1956, e ameaçou fechar a navegabilidade do Estreito de Tiran aos israelenses. No entanto, a reação israelense a essas medidas foi rápida e decisiva: atacou o Egito, a Jordânia e a Síria, encerrando o conflito num curto espaço de tempo -- 5 a 10 de junho (6 dias) de 1967. Israel dominava as forças áereas e, por terra, contava com forças blindadas comandadas pelo general israelense Moshé Dayan. O resultado da guerra aumentou consideravelmente o estado de Israel: foram conquistadas áreas do Egito, Faixa de Gaza, Península de Sinai, região da Jordânia, a Cisjordânia, o setor oriental de Jerusalém, partes pertencentes à Síria e às Colônias de Golan. A Guerra dos Seis Dias fortaleceu o Estado de Israel e agravou o nível de tensão entre os países beligerantes.
Referências Bibliográficas:
· Bíblia Sagrada
· Diversos sites de pesquisa sobre a cultura hebraica
· Relatório da cultura hebraica encomendado pelo grupo Cavalcanti de Morais para detalhes da agricultura e economia.
Estado de Israel ( Medinat Yisrarael ) , criado em 1948 , é uma democracia parlamentar. Não existe , até o presente momento, Constituição escrita . Um determinado número de Atos do Parlamento, aprovados em 1958, formam a base da legislatura do País e , em data ainda a ser decidida , referidos Atos deverão ser transformados na Constituição.
chefe do Estado é o Presidente , eleito a cada 5 anos pelo Parlamento, podendo ser reeleito, sendo o responsável pela representação e obrigações oficiais formais. O Presidente nomeia os Embaixadores, Juizes e o Pagador Geral do Estado. Também indica o Controlador do Estado ao Parlamento que, uma vez aprovado, só é responsável perante o mesmo. Entre as suas responsabilidades está a supervisão de todos os organismos do País.
O Parlamento Israelita ( knesset ) consiste de 120 membros eleitos na base da representação proporcional para servir por um período de quatro anos. O knesset é a autoridade suprema no País e age como Legislativo. As leis são usualmente elaboradas pelo Gabinete, podendo também ser apresentadas por membros individuais dos partidos políticos.
O Governo é dirigido por um membro do Parlamento, a pedido do Presidente. E constituído de um Primeiro Ministro e seu Ministério, atuando como Executivo. Todos os membros do governo são responsáveis perante o Parlamento e dependem de sua confiança para governar.
David Bem Gurion foi o primeiro Ministro de Israel. Atualmente, o cargo é exercido por Yitzhak Shamir.
Israel é uma democracia baseada num sistema pluripartidário, que reflete a multiplicidade étnica, cultural e ideológica da sociedade israelita. Como até o presente momento nenhum partido conseguiu maioria absoluta, cada governo depende da formação de coalizões.
Desde a fundação do Estado de Israel, os pequenos partidos religiosos retém, o balanço do poder: dois dos partidos religiosos israelitas – Agudas Israel e Poalei Agudas Israel – são contra a elaboração de uma constituição escrita, lutando pelo estabelecimento de uma Teocracia , com a legislação totalmente de responsabilidade dos Rabinos.
Os dois maiores partidos são o Likud ( nacionalista ) e o bloco socialista ( que inclui o Mapai e o Mapan ) . A esquerda do bloco socialista está o Partido Comunista Israelita , que defende a causa dos refugiados Palestinos, e o Novo Partido Comunista , que influenciado por Moscou .
O governo atual consisti de uma coalizão direitista formadas desde 1977 , quando o Likud assumiu o poder .
As Cortes Israelitas são independentes. A Suprema Corte é a mais importante no Judiciário. Cada grupo religioso possui sua própria jurisdição em matérias relacionadas com litígios pessoais .
A Lei do Retorno , aprovada em 1950 , dá a todos Judeus o direito de retornar a Israel e tornar-se cidadãos Israelitas. Entretanto , o Ministro do Interior está autorizado a negar este direito a pessoas com criminal ou aquele cujas presenças possam constituir em perigo para a saúde pública ou a segurança .
Para finalidades administrativas o Pais está dividido em Seis Distritos. A Jordânia Ocidental ( Cisjordânia ) e a Faixa de Gaza , ocupadas por Israel desde 1967, estão sob administração militar . As Colinas de Golan , também capturadas em 1967, foram anexadas por Israel em 1981. Abaixo , apresentam-se alguns dados sabre a divisão administrativa de Israel .
2. A RELIGIÃO JUDAICA COMO FATOR DE UNIDADE NACIONAL .
O Estado de Israel está situado no Oriente Médio , numa área que é santificada pelas três grandes religiões monoteístas – Cristianismo , Islamismo e Judaísmo .
O Judaísmo e o Cristianismo nasceram em terras do hoje Estado de Israel . Jerusalém , onde acredita-se que Maomé tenha subido aos Céus , é considerada pelos Muçulmanos o lugar mais santos depois de Meca e de Medina .
O Estado de Israel garante a liberdade de prática para os membros de todas as religiões ( Judeus , Cristãos , Muçulmanos , Drusos , Bahia , entre outros ) .
Os Judeus , com 85,2% da população constituem o maior grupo religioso. O Rabinato Chefe é a suprema autoridade religiosa judaica, sendo formado pelos Rabinos chefes Ashkenazi e Sephardi, assim como pelos membros das Supremas Cortes Rabínicas.
Israel tem Cortes Civil e Religiosa. A Suprema Corte, com sede em Jerusalém, é a mais importante no País. Entretanto, em matéria de casamento e divórcio, os habitantes Judaicos de Israel estão sujeitos às Cortes Rabínicas.
Os dois livros sagrados dos Judeus são o Torá (os cinco livros de Moisés – “Pentateuco”) e o Talmude , que consiste do Mishna[1][1] e do Gemara . O Sabbath é dia de repouso, começando ao por do sol de sexta-feira e terminando ao por do sol de Sábado.
O lugar mais sagrado e o mais importante local de preces é o Muro das Lamentações, em Jerusalém, constituído por parte do Templo construído por Salomão e destruído no ano 70 d.C . pelos Romanos.
Em adição aos Judeus Ortodoxos, representados pelo Rabinato Chefe, existem os conservadores e os Liberais ou Reformistas. Existe também o grupo Ultra Ortodoxo ( os Judeus Hassidim), que vivem em Mea Shearim , um subúrbio de Jerusalém. Este grupo mantém as mesmas características de vida praticada nos guetos Judeus da Polônia, no século XIV.
3. OUTRAS RELIGIÕES PROFESSADAS EM ISRAEL
Os Caraíbas (Karaim) – grupo formado no século VIII a.C. por Anan Ben David, na Pérsia. Seus seguidores reconhecem as Leis de Moisés, porém não aceitam o Rabinato. Atualmente os Caraíbas somam cerca de 11.000 adeptos, metade dos quais séculos dos quais vivem em Israel, principalmente nas vizinhanças de Ramla.
Os Samaritanos – Constituem um pequeno grupo cujo solo sagrado é o Monte Gerezim, perto de Nablus. Os Samaritanos se separaram do resto dos Judeus após a escravidão babilônica. Seus escritos sagrados são os cinco livros sagrados de Moisés e o livro de Josué, do Antigo Testamento.
Os Muçulmanos (Islã) – a maior parte dos Árabes que vivem em Israel são Sunitas. Jerusalém, depois de Meca e de Medina, é o local mais sagrado para o islã. Em Jerusalém estão localizadas as Mesquitas El Aqsa e o Dome of the Rock, local onde os muçulmanos acreditam que Maomé subiu aos céus montado no seu cavalo Al Burak. O livro canônico dos muçulmanos é o Al Koran ( Alcorão ou Corão ) dividido em 114 suratas (capítulos), sendo venerado como uma revelação de Alá ao “Profeta Maomé” (571-632 d.C). O Al Koran é acompanhado de dois outros livros, o Hadith e o Sunna. Os muçulmanos reconhecem os livros sagrados Cristãos e Judeus como preparatórios para a revelação final, bem como os profetas das duas religiões monoteístas. Jesus Cristo é considerado pelos Muçulmanos como o maior profeta depois de Maomé. As cinco obrigações de todos os seguidores do Islã são: acreditar em Alá como sendo o único deus; orar 5 vezes ao dia orientado na direção de Meca; dar esmolas; observar o jejum do Ramadan; e fazer durante sua vida, pelo menos uma peregrinação a Meca. O dia de repouso semanal dos muçulmanos é a sexta-feira. O Kadís (juizes de jurisdição religiosa), constituem a liderança dos Muçulmanos em Israel.
O Cristianismo – O Cristianismo em Israel pertencem a várias comunidades religiosas. Os seguidores dos diversos credos se estabeleceram em Israel desde os tempos primitivos do Cristianismo. Outras ramificações surgiram em épocas posteriores, principalmente no ano 451 d.C., após o 4º Concelho Ecumênico, em Chalkedon. As principais comunidades Cristãs em Israel são as seguintes: Igreja Ortodoxa Grega – 451 d.C.; Igreja Copta – 451 d.C.; Igreja Ortodoxa Síria ou Igreja Oriental – 450 d.C.; Igreja Católica Romana – 451 d.C.; Igreja da Etiópia; Igrejas Protestante e Anglicana – representadas em Jerusalém desde o século 19 – 1841.
4. POPULAÇÃO
Após a destruição do Templo pelos romanos no ano 70 d.C. e a vitória sobrre o levante de Bar-Korchba no século II, a população hebraica, no que era então a Palestina diminuiu consideravelmente nos séculos seguintes. No início do século XIX, a população total atingia apenas a 250.000 pessoas. Os Judeus vivendo na Diáspora, se tornaram frequentemente uma minoria perseguida nos países onde se fixaram. Após 1870, os Judeus começaram a retornar para áreas abandonadas da Palestina, longe das cidades. De 1882 até 1948, quando o Estado de Israel foi restaurado, diversas imigrações (Aliyan) causaram um aumento considerável da participação de Judeus na população de Israel.
A população do país aumentou de 878.000 em 1940, para 1.174.000, em 1949 e 2.032.000 em 1958. Em 1979, existiam 3.135.000 Judeus e cerca de 595.000 Árabes, em 1982, a população total, incluindo aqueles vivendo em Jerusalém Oriental e nas zonas administrativas por Israel, atingia um pouco mais de 4 milhões de pessoas – vale salientar que esta numerologia corresponde a população habitacional de Israel. Os imigrantes na Europa se classificam em dois grandes grupos:
Os Ashkenazim – que emigraram da Europa Central e Oriental, e da América. Falam Yiddish, uma língua originária do Alemão medieval.
Os Sephardim – cuja origem é a Espanha (Sepharad, em Hebraico). Quando os Sephardim foram expulsos da Espanha, emigraram para os Países Baixos, a Grécia e a Palestina. Um dos famosos Sephardim foi o Rabino Bem Nachmanides, o fundador do Judaísmo em Jerusalém, e intérprete do Torá.
5. AS LÍNGUAS
As línguas oficiais em Israel são o Ivrit (hebraico moderno) e o arábico. As duas línguas pertencem ao grupo de línguas semíticas, sendo ambas escritas da direita para a esquerda. Entretanto, os caracteres são bastante diferentes.
Hebraico Moderno
Ivrit (Iwrith, Iwrit) está baseado no Hebraico do Antigo Testamento, diferindo consideravelmente. O alfabeto Hebraico tem 22 letras. As palavras hebraicas consistem de uma estrutura mais ou menos fixa de consoantes, com as vogais podendo varias. O Hebraico escrito originalmente estava restrito às consoantes, com as vogais podendo variar. O Hebraico escrito originariamente estava restrito ás consoantes que davam o significado à palavra. As vogais passaram a ser adotadas em um estágio posterior, sendo escritas sob a consoante as quais elas seguem. Sua validade fonética varia consideravelmente. Cada letra tem um valor numérico (bem como um número). Com o início do movimento Sionista , no século XIX, foi tentado um esforço para eliminar a diferença entre as línguas sagrada e profana. O Hebraico não mais deveria ser restrito a matérias religiosas, devendo se tornar vernacular.
A língua árabe moderna evoluiu do arábico da antiguidade, tendo acompanhado a expansão do Islã através de grande áreas do Sul e Oriental do Mediterrâneo. O arábico é falado em numerosos dialetos. O mais importante desses dialetos é o falado pela população árabe de Israel. Conhecido como Arábico Egípcio. Os números na escrita arábica, são escritos da esquerda para a direita, enquanto que no Hebraico são escritos da direita para a esquerda.
6. A EDUCAÇÃO
Em Israel , a educação é considerada como elevada prioridade, sendo compulsória até a idade de 15 anos. O ensino é gratuito – 57% dos alunos frequentam escolas públicas, 21% atentem a escolas Hebraicas e 22% estudam em escolas de língua Árabe. O nível de ensino difere substancialmente de acordo com a origem dos estudantes. Desde que parte da população de Israel é originada de países subdesenvolvidos e parte dos Estados Unidos e Europa, há um considerável esforço para eliminar as diferenças educacionais entre os dois grupos. O número de alunos de origem Africana e Asiática diminui acentuadamente na passagem do curso primário para o secundário e, principalmente, no nível universitário. O número total de estudantes de nível superior atinge a 60.000, cerca de 20.000 estudantes frequentam escolas Talmúdicas ( Yeschiva ).
7. DEFESA NACIONAL
Uma importante parte do processo educacional em Israel é de responsabilidade das Forças Armadas Israelitas (Zahal ), dentro e fora do campo militar. As medidas incluem educação adicional e estudos universitários para soldados oriundos de classes desprivilegiadas. Nenhum soldado deixa o exército sem completar sua educação básica.
As Forças Armadas Israelitas originaram-se da Haganah, organização de auto-defesa formada no tempo do mandato britânico. Sua mais importante missão é assegurar a independência do Estado de Israel. As Forças Armadas consistem de um pequeno núcleo de oficiais de carreira, oficiais não comissionados e soldados. O serviço militar é compulsório para os Judeus, Drusos e Circassianos ( 36 meses para os homens e 24 mesespara as mulheres). Os Muçulmanos e Cristãos podem ser voluntários. O Exército é formado principalmente por reservistas. Os homens podem ser convocados para o serviço de reserva até a idade de 55 anos e as mulheres sem filhos, até 34 anos. Desta maneira, as forças Armadas Israelitas podem se transformar rapidamente de uma pequena força para uma poderosa força de ataque. O Exército, a Força Aérea e a Marinha são coordenadas por um comando conjunto, chefiado por um Major General.
8. O CALENDÁRIO HEBRAICO
Em Israel são utilizados os Calendários Judaico, Muçulmano e Cristão. A Cronologia Judaica se inicia com a Criação do mundo baseado no ano 3761 a .C. o calendário hebraico está baseado no ano lunar fixo, tendo 353, 354 ou 355 dias. Desde que isto determina o ano lunar menor que o ano solar, cada ciclo de 19 anos contém 7 anos bissextos. Os anos bissextos apresentam um 13º mês de 30 dias, fazendo coincidir o calendário com o ano solar.
Os doze meses do calendário hebraico são os seguintes:
HISTADRUT
Foi o nome dado em 1922 a União Geral dos Trabalhadores, que constitui a maior organização trabalhista de Israel, com sede em Telaviv. Está aberta a membros de todas as profissões, que podem se associar individualmente. Possui mais de um milhão de associados, incluindo árabes e Drusos. Os salários em Israel são indexados ao custo de vida, sendo fixados conjuntamente com as associações de empregados. A Histadrut opera um esquema de seguro de saúde e um fundo de bem-estar, que faz empréstimos a associados em necessidade, administrando também, casas para crianças e pessoas idosas. Promove treinamento vocacional e classes noturnas para adultos, bem como atividades culturais e esportivas para seus associados.
KASHRUT
O conjunto de leis contemplando aspectos de higiene e limpeza é conhecido como Kashrut. Remonta ao tempo de Moisés que, ao compilar as leis, foi governado por considerações sobre higiene e estética e, especialmente, com a intenção de estabelecer os Israelitas a parte dos outros povos.
O Capítulo 12 do 3º livro de Moisés instrui sobre a limpeza das mulheres grávidas e a circuncisão dos recém-nascidos. O Capítulo 18 apresenta as regras para o casamento e a castidade. No Capítulo 19 são consideradas a consagração da vida diária e a observação do Sabbath. No Capítulo 17 do 5º livro de Moisés, a oração para deuses terrestres é proibida e no capítulo 24 encontram-se os conselhos sobre a criação de animais. As leis sobre animais puros e impuros, bem como alimentos, são encontradas no 3º livro de Moisés Cap. 11-17 e no capítulo 14 do 5º livro de Moisés.
Os feriados judaicos são os seguintes:
13 (Fevereiro) - 15 (Shevat) - Tu Bishvat - Dia das Árvores
14 (Março) - 14 (Adar) - Purim - Salvamento dos Judeus do Império Persa
15 (Março) - 15 (Adar) - Shushan Purim - Festa da Sorte
13 - 20 (Abril) - 15 - 21 (22) (Nissan) - Pesach - Páscoa
25 (Abril) - 27 (Nissan) - Yom Hashoá Vehagevurá - Dia à Memória dos Mártires do Holocausto
02 (Maio) - 4 (Iyar) - Yom Hazikarón - Dia à Memória dos Soldados Israelitas Caídos
03 (Maio) - 5 (Iyar) - Yom Haatzmaut - Dia da Independência
16 (Maio) - 18 (Iyar) - Lag B’Omer - Revolta de Bar-Kochbá
26 (Maio) - 28 (Iyar) - Yom Yerushalayim - Dia de Jerusalém
02 - 03 (Junho) - 6 - 7 (Sivan) - Shavuot - Pentecostes
03 (Agosto) - 9 (Av) - Tisha B’Av -" Data da destruição do primeiro e do segundo Templo
23 - 24 (Setembro)- 1- 2 (Tishrei) - Rosh Hashaná - Ano Novo
02 (Outubro) - 10 (Tishrei) - Yom Kipur - Dia do Perdão
07 - 08 (Outubro) - 15 - 16 (Tishrei) - Sukot - Festa dos Tabernáculos
14 - 15 (Outubro) - 22 - 23 (Tishrei) - Shmini Azeret/Simchat Torá - >Alegria da Lei
16 (Dezembro) - 25 (Kislev) - Chanuca - Triunfo dos Judeus
8. AS BASES DA ECONOMIA ISRAELITA
Desde a sua fundação em 1948, a economia de Israel tem enfrentado muitas adversidades. Sendo um país subdesenvolvido, a maior parte de seu povo não tinha treinamento específico, nem recursos, os conflitos com os Árabes e os Palestinos mantendo os custos de defesa muito elevados, havendo uma falta generalizada de poupança. Apesar de todos esses fatores negativos, a economia passou a Ter um desenvolvimento acelerado, motivado principalmente pelo rápido aumento da força de trabalho especializado representada pelos Judeus que retornavam da Diáspora, com o consequente incremento na produtividade, o elevado influxo de capital (incluindo as reparações pagas pela Alemanha Ocidental e os Empréstimos dos Estados Unidos e do Banco Mundial) bem como a taxação pessoal, de grande valor percentual. O Estado de Israel tem empresas privadas, empresas estatais e empresas pertencentes aos sindicatos. Cerca de 63% da força de trabalho estão no setor de serviços, 12% no comércio, 6% na agricultura e o restante, na indústria.
9. A AGRICULTURA
A agricultura israelita está situada entre as mais produtivas do mundo. Em alguns setores como a pecuária leiteira e a avicultura, são os mais avançados.
A história de agricultura israelita tem sido de uma constante luta para superar não somente as incertezas da natureza ou de sua terra árida, mas também de administrar corretamente as variações do mercado mundial de commodities. Apesar de sua pequena área. Israel é uma terra de contrastes. Ao norte, a topografia é acidentada, sendo o clima geralmente ameno, mais agradável que no sul. Os invernos em todo o país são moderados e os verões, longos, secos e quentes. O norte recebe a maior parte da precipitação pluviométrica; entretanto, possui pequena área apta à exploração agrícola. O sul tem abundância de terras cultivadas, porém virtualmente não ocorrem chuvas na região.
A política nacional agrícola é determinada pelo Parlamento (Knesset) e executada pelo Ministério da Agricultura. O Ministério, através de comitês específicos, estabelece as quotas de produção das diversas commodities, determina os preços dos produtos por meio de subsídios, controlando também a comercialização da maior parte da produção agrícola. Por exemplo: o comitê de comercialização de leite estabelece as quotas de produção para cada unidade ou fazenda leiteira de uma operação agrícola integrada. ao mesmo tempo, exerce grande influência na determinação do preço, através de subsídios que, embora drasticamente reduzidos nos últimos anos, se aplicam aos alimentos básicos.
O rebanho bovino de Israel é o melhor e mais produtivo do mundo. A média anual de produção de leite por vaca atinge a 9.500 kg de leite, em 300 dias de lactação.
Avicultura – o setor avícola em Israel está situado entre os mais avançados do mundo. Os israelitas consomem grandes quantidades de carne de frangos e de perus. De fato, Israel apresenta o mais alto consumo per capita de carne de peru do mundo.
Citricultura – Israel é conhecido mundialmente pela qualidade de seus produtos cítricos. A indústria cítrica mundial é extremamente competitiva e sensível às variações climáticas, principalmente a ocorrência de geadas nas regiões produtoras de citros. Vale salientar que Israel é o maior exportador mundial de produtos processados de Grape-fruit.
Algodão – a maior produtividade e a melhor qualidade de fibra mundiais são obtidos pelos cotonicultores de Israel. A chave do sucesso tem sido o uso de sementes de elevado de elevado potencial genético, desenvolvidas para cultivo sob irrigação, assim a adaptação da tecnologia de irrigação por gotejamento para uso nos algodais. A principal empresa produtora de sementes de algodão, com exportações para o Egito, Grécia, Espanha, Estados Unidos, África do Sul, Paraguai e Brasil, e a Hazera seeds Company, cuja sede está estabelecida na cidade de Haifa.
Atualmente, Israel é um sério competitor internacional no que diz respeito a produtos industriais de alta tecnologia, é o berço da tecnologia de irrigação por gotejamento, implantada no Brasil como o Pivô.
10. TURISMO
O turismo vem se tornando uma das maiores indústrias do país. Turistas e peregrinos de todas as partes do mundo tem oportunidades de apreciar os monumentos das civilizações passadas, as fortalezas medievais do tempo dos Cruzados e principalmente, os lugares sagrados da religiões Cristã, Judaica e Muçulmana. O número de turistas vem aumentando anualmente. Israel tem cerca de 400 hotéis, com um total aproximado de 26.000 apartamentos. A Terra Santa recebe por ano uma média de 1,8 milhões de turistas estrangeiros.
Cidades e Locais a Serem Visitados.
Tel Aviv / Jaffa (Yafo, em Árabe) – Estão localizadas no Mediterrâneo. Distam cerca de 65 km a Noroeste de Jerusalém, constituído o maior conglomerado urbano e o mais importante centro comercial de Israel. Tel Aviv é uma cidade moderna. Praticamente as duas cidades estão unidas em um só conjunto, denominado Tel Aviv/Jaffa.
Jerusalém - A cidade de Jerusalém ( Yerushalayim em Hebraico, El-Quds, em Arábico e Hierosolyma, em grego e latim) é a capital de Israel. Como cidade de Davi e Salomão, do lugar da Paixão de Cristo e de onde Maomé (segundo a crença muçulmana) “ascendeu aos céus”. Assim sendo, Jerusalém é uma cidade reverenciada pelos Judeus, Cristãos e Muçulmanos.
No tempo de Abraão, presumivelmente no século 18 a .C., a cidade era chamada de Selém. O rei Melquisedeque recebeu Abraão (Gn 14.18) e, perto do final do segundo milênio antes de Cristo, a cidade passou a pertencer aos Jabusitas, de quem Davi conquistou (2Sm 5.6-10), originando a cidade de Davi e tornando Jerusalém o centro político e religioso do Reino de Israel. Seu filho Salomão construiu um Palácio e um Templo dedicado ao Senhor Jeová (1Rs 6-8). Após sua morte, Jerusalém tornou-se a capital do Reino de Judá.
Sob o reinado do rei Ahaz Nos anos 733- 727 a .C., os deuses Assírios passaram a ser adorados, além do retorno à prática do culto a Baal. Seu filho Ezequias (727- 698 a .C.) purificou o Templo, construiu muros para defesa e um túnel para o abastecimento de água da cidade. Em 628 a .C., o rei Josias fez de Jerusalém o único e legítimo lugar sagrado Israelita (2Rs. 22)
Em 587 a .C., o rei Nabucodonozor, da Babilônia, conquistou a cidade, expulsando a maioria de sua população. Ao final do cativeiro babilônico, no primeiro ano do reinado de Ciro, o segundo Templo foi construído ( 580 a .C.) e Neemias ergueu novo muro em torno da cidade.
No ano 332 a .C. (período interbíblico) Jerusalém caiu sob a dominação grega. A desecração do templo por antióquio IV causou a revolta dos Macabeus em 167 a .C. no ano 63 a .C. Jerusalém passou para a esfera de influência dos romanos. Herodes tornou-se governador no ano 37 a .C., quando reconstruiu a praça do Templo, erguendo palácios, a cidadela, teatros e outras construções seguindo a arquitetura Romana.
Ano 70 d.C. Jerusalém foi destruída pelo Imperador Tito e, a partir do ano 175 d.C., foi reconstruída pelo Imperador Adriano. Jerusalém tornou-se uma cidade Cristã no ano 326 d.C. No ano 638 d.C., Jerusalém foi conquistada pelos exércitos Islâmicos.
Após séculos de proibição de viver em Jerusalém, os Judeus começaram a retornar a sua terra natal. Ao final da 1ª guerra mundial, no dia 11 de dezembro de 1917, os ingleses entraram em Jerusalém, sob o comando do General Allenby. A partir de 1º de julho de 1920, Jerusalém passou a sediar o Quartel General do Alto Comissário Britânico para o Mandato Palestino. Em 1948, quando o Mandato Britânico terminou, ocorreu a guerra entre Israel e a Jordânia pela conquista da cidade. No cessar fogo de 1949, Jerusalém foi dividida, oportunamente em que os israelitas fizeram de Jerusalém Ocidental a capital de Israel. Jerusalém foi anexada após a guerra dos seis dias, em 1967.
Em 1980, Jerusalém (incluindo a antiga cidade Árabe), foi declarada a “Capital de Israel por todos os tempos”.
BELÉM (Bethlehem – Beit Lahm) – reconhecida na Bíblia como a cidade de Davi e de Jesus.
Jesus nasceu da linhagem de Davi, em Belém. Seus pais, Maria e José, vieram a Belém provenientes de Nazaré, onde residiam normalmente, por causa de um censo conduzido nos dias do Imperador César Augusto (Lc 2.1-7). Os anjos proclamaram o nascimento de Jesus aos pastores nos campos (Lc 2.10)
NAZARÉ (Nazerat – En Nasra) – É a maior cidade da parte árabe de Israel. Seus habitantes são, na maioria, cristãos. Como o local da anunciação e o lugar onde Jesus viveu grande parte de sua vida, a cidade atrai peregrinos cristãos há mais de 1.500 anos. Nazaré não é mencionada no antigo testamento, a primeira referência ocorre no novo Testamento, na descrição da anunciação (Lc 1.26-33). Jesus viveu em Nazaré até ser batizado por João (Lc 3.21). logo depois, passou a pregar a maior parte do tempo em torno de Cafarnaum. A gruta da anunciação tornou-se um local de veneração e a igreja atual é a Quinta construída no local. Nazaré foi destruída várias vezes, sob o domínio Persa e outros conquistadores. Somente à partir de 1620, foi obtida permissão para os cristãos viverem em Nazaré. A cidade começou a se desenvolver nos séculos 19 a 20, sob os Turcos e durante o mandato britânico.
CAFARNAUM – (Capernaum – Kefar Nahum) – Está localizada na margem Norte do mar da Galiléia, sendo relacionada estreitamente com o trabalho de Jesus. Após deixar sua cidade natal de Nazaré, Jesus ensinou nessa vila de pescadores e nas áreas vizinhas, onde reuniu seus primeiros discípulos, todos pescadores: E Jesus, andando junto ao mar da Galiléia, viu a dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, os quais lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores; E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens. Então eles, deixando logo as redes, seguiram-no. E, adiantando-se dali, viu outros dois irmãos, Tiago filho de Zebedeu, e João, seu irmão, num barco com seu pai, consertando as redes; e chamou-os, eles, deixando imediatamente o barco e seu pai, seguiram-no. (Mt 4.18-22). Pregou na sinagoga, onde curou um homem possuído pelo demônio (Mr 1.32). Perto de Cafarnaum Jesus alimentou cinco mil homens com apenas cinco pães e dois peixes (Mt 15.32-39). Também foi em Cafarnaum que Jesus ensinou as parábolas do semeador, do joio e do trigo, do tesouro escondido nos campos, da rede de pesca, entre outras (Mt 13). E acima de tudo, foi onde Jesus pregou o Sermão do Monte.
MAR DA GALILÉIA (Yam Hinneret) – Está situado no vale do Jordão, a 210 metros abaixo do nível do mar, tem 12 km de largura e 21 km de comprimento, cobrindo uma área de 170 km2.
RIO JORDÃO (Yarden) – é o maior rio de Israel, com 252 km de comprimento e o que apresenta maior vazão. Corre através do Mar da Galiléia e, depois de um curso sinuoso, desemboca no mar morto, trazendo água doce. Embora o rio Jordão não seja profundo nem largo, é um dos mais conhecidos rios do mundo, por causa de sua importância para a religião Cristã.
JERICÓ (Yericho – El-Riha) Está situada a 36 km a Nordeste de Jerusalém e 15 km a Noroeste do mar morto. Na antiguidade, Jericó era conhecida como a cidade mais antiga do mundo. Foi perto de Jericó que Jesus, no seu percurso no vale do Jordão, durante a última viagem da Galiléia a Jerusalém, foi saudado como “Filho de Davi” por dois cegos. Jesus curou-os e eles passaram a acompanha-lo ( Mt20.30-34).
MAR MORTO (Yam Hamelach em Hb – Bahr Lut em árabe) – Está situado abaixo do nível do mar, sendo o lugar mais baixo da superfície da terra. Tem 76 km de comprimento com até 16 km de largura, cobrindo uma área de 1000 km2. O rio mais importante que desagua no Mar Morto é o rio Jordão. O Mar Morto foi o local da cena bíblica de Sodoma e Gomorra, destruída pelo fogo e lava por causa de sua iniquidade.
JUDÉIA – (Yehuda) – A Judéia se estende do Mediterrâneo até o Rio Jordão e o Mar Morto, do rio Yarkon ( que chega perto de Tel Aviv) até Gaza e En Gedi. Em torno de 1200 a .C., os filisteus se estabeleceram na planície costeira, e nas montanhas ficaram as tribos de Judá e Benjamim, aos quais uniu para formar o Reino de Judá. Durante a guerra da independência de 1948/49, a parte oeste da Judéia caiu em poder do novo Estado de Israel. A parte leste, incluindo Hebron, ficou com a Jordânia, que ganhou também a maior parte da Samaria. Essas áreas, bem como Jerusalém Oriental, foram ocupadas por tropas Israelitas em 1967.
GALILÉIA - (Galiu) – Está situada ao norte de Israel, limitando-se com o Mediterrâneo, o Vale do Jordão e a planície de Jezreel. Depois da anexação da Galiléia pelos romanos, ela foi colocada, juntamente com a Judéia, sob o jugo de Hirkanos II, e então, de Herodes o grande. Subsequentemente, durante o ministério de Jesus, fez parte da tetrarquia de Herodes Antipas, que construiu Tibérias, sua Capital.
SAMARIA – A cidade de Samaria foi a capital do Reino de Israel de 880 a 721 a .C. A Região de Samaria está limitada pela planície de Sharon, ao oeste, pela planície de Jezreel, ao norte, o Vale do Jordão, no leste e pela Judéia, ao sul.
Três dos discípulos de Jesus ( Felipe – Pedro – João ) vieram para Samaria entre 30 e 35 d.C., na época, na época de maior esplendor da cidade.
CESARÉA – Uma cidade clássica com associações com os Cruzados, está situada no meio do caminho entre Tel Aviv e Haifa. Os primeiros agrupamentos populacionais tiveram início com os Fenícios, que construíram um porto no século IV a.C.. Depois que Alexandre “o grande” conquistou a região em 332 a .C., os gregos viveram na área. No ano 22 a .C., Herodes “o grande” iniciou os trabalhos de construção na cidade que ele denominou de cesaréa, em homenagem a Augustus. Com um templo dedicado a Augustus, um teatro, um hipódromo, e um bom suprimento de água, Cesaréa tornou-se uma cidade importante, com um porto ativo, sendo habitada por Judeus, Romanos e outros povos.
Quando a Judéia passou ao domínio Romano, tornando-se uma província, os governadores passaram a residir em Cesaréa a partir do ano I d.C. Entre eles, estava Pôncio Pilatos, sob cuja administração Jesus foi crucificado, e Félix, que manteve Paulo Cativo por dois anos na cidade (At 23.35). Também na época de Pôncio Pilatos, cerca de 35 d.C., o apóstolo Pedro batizou Cornélio, o centurião Romano (At. 10). Conflitos entre as populações Gregas e Judaica na cidade causaram o levante Judaico no ano 66 d.C., dominado por Vespasiano e seu filho Tito, ano 70 d.C.
Enfim, O judaísmo é considerado a primeira religião monoteísta a aparecer na história. Tem como crença principal a existência de apenas um Deus, o criador de tudo. Para os judeus, Deus fez um acordo com os hebreus , fazendo com que eles se tornassem o povo escolhido e prometendo-lhes a terra prometida.
Atualmente a fé judaica é praticada em várias regiões do mundo, porém é no estado de Israel que se concentra um grande número de praticantes. A Bíblia é a referência para entendermos a história deste povo.
[1] A palavra Mishná significa literalmente "repetição" e também "estudo", "ensinamento", já que o ensino fazia-se oralmente, com base apenas na repetição. Dá-se este nome à compilação da doutrina tradicional judaica pós-bíblica, em especial à sua parte jurídico-religiosa. Por isso o vocábulo Mishná, que indica a Lei oral, se opõe à palavra Micrá que representa a Lei escrita, a Bíblia, especialmente sua primeira parte, o Pentateuco. Não é de estranhar, pois, que R. Natan ben Iehiel, em seu Aruch , dissesse que se chamava Mishná(*) porque era a segunda Lei, o que coincide com a tradução que gregos e latinos dão da palavra, mediante o vocábulo "deuterosis".
[1][2] A Guerra dos Seis Dias foi mais um desdobramento dos conflitos entre árabes e judeus. Ela recebeu esta denominação devido ao efetivo contra-ataque israelense à ofensiva árabe, promovido pelo Egito. O presidente Nasser, buscando fortalecer o mundo árabe, tomou medidas importantes: deslocou forças árabes para a fronteira com Israel, exigiu a retirada de representantes militares da ONU, mantidos na região desde 1956, e ameaçou fechar a navegabilidade do Estreito de Tiran aos israelenses. No entanto, a reação israelense a essas medidas foi rápida e decisiva: atacou o Egito, a Jordânia e a Síria, encerrando o conflito num curto espaço de tempo -- 5 a 10 de junho (6 dias) de 1967. Israel dominava as forças áereas e, por terra, contava com forças blindadas comandadas pelo general israelense Moshé Dayan. O resultado da guerra aumentou consideravelmente o estado de Israel: foram conquistadas áreas do Egito, Faixa de Gaza, Península de Sinai, região da Jordânia, a Cisjordânia, o setor oriental de Jerusalém, partes pertencentes à Síria e às Colônias de Golan. A Guerra dos Seis Dias fortaleceu o Estado de Israel e agravou o nível de tensão entre os países beligerantes.
Referências Bibliográficas:
· Bíblia Sagrada
· Diversos sites de pesquisa sobre a cultura hebraica
· Relatório da cultura hebraica encomendado pelo grupo Cavalcanti de Morais para detalhes da agricultura e economia.
sexta-feira, 22 de julho de 2011
O mistério da estátua de Nabucodonosor
1. Ora no segundo ano do reinado de Nabucodonosor, teve este uns sonhos; e o seu espírito se perturbou, e passou-se lhe o sono.
2. Então o rei mandou chamar os magos, os encantadores, os adivinhadores, e os caldeus, para que declarassem ao rei os seus sonhos; eles vieram, pois, e se apresentaram diante do rei.
3. E o rei lhes disse: Tive um sonho, e para saber o sonho está perturbado o meu espírito. Daniel 2.1-3
31. Tu, ó rei, na visão olhaste e eis uma grande estátua. Esta estátua, imensa e de excelente esplendor, estava em pé diante de ti; e a sua aparência era terrível.
32. A cabeça dessa estátua era de ouro fino; o peito e os braços de prata; o ventre e as coxas de bronze;
33. As pernas de ferro; e os pés em parte de ferro e em parte de barro.
34. Estavas vendo isto, quando uma pedra foi cortada, sem auxílio de mãos, a qual feriu a estátua nos pés de ferro e de barro, e os esmiuçou.
35. Então foi juntamente esmiuçados o ferro, o barro, o bronze, a prata e o ouro, os quais se fizeram como a pragana das eiras no estio, e o vento os levou, e não se podia achar nenhum vestígio deles; a pedra, porém, que feriu a estátua se tornou uma grande montanha, e encheu toda a terra.
36. Este é o sonho; agora diremos ao rei a sua interpretação. Daniel 2.31-36
INTRODUÇÃO
A Bíblia Sagrada possui grandes tesouros, mas muitos não os buscam, deixando todos esses tesouros a deriva. Todas as questões estão respondidas na bíblia, não há nada que fique sem resposta.
Uma questão que por muito tempo o homem vem tentando buscar resposta é a cerca do futuro da raça humana na face da terra. Questão que nós os crentes já sabemos, pois somos adoradores da boa Palavra de Deus.
Nesta mensagem quero trazer do fundo dos segredos da bíblia algumas respostas para algumas perguntas que incomodam muitas pessoas, tais como: O que deverá realmente acontecer? Será que Deus se preocupa com seu povo? Teria Deus nos deixados sozinhos à vontade da sorte? A maldita doutrina idólatra romana subsistirá?
Receba nesta mensagem o néctar que Deus preparou para nós.
Em II Pedro 1:19, é nos revelado que as profecias bíblicas são tão importantes como a chegada da luz em um local escuro. É por isso que a luz da palavra de Deus irá brilhar em sua vida através da revelação na mensagem que iremos compartilhar, O MISTÉRIO DA ESTÁTUA DE NABUCODONOSOR, esta que sem dúvida é a mais linda profecia bíblica a respeito do futuro.
QUEM ERA NABUCODONOSOR?
Nabucodonosor, filho de Nabupolassar. Seu reinado tem início em 604 a.C. Torna-se o principal soberano dessa segunda fase e transforma Babilônia na "rainha da Ásia". Líder militar de grande energia e crueldade, ele aniquila os fenícios e obtém a hegemonia no Oriente Médio, com exceção do Egito. Na segunda metade do século VI a.C., conquista Jerusalém e realiza a primeira deportação de judeus para a Mesopotâmia, no episódio conhecido como o cativeiro da Babilônia. Com sua morte, após 42 anos de poder, o reino entra em declínio e, em 539 a.C., a Babilônia é conquistada por Ciro, rei dos Persas (559 a.C. - 529 a.C.).
O SONHO DO REI NABUCODONOSOR
Certa noite estava o rei Nabucodonosor em seus aposentos, talvez e uma noite quente do oriente, que talvez também preocupado com fatos a respeito do futuro, então pensativo ele pega no sono, e durante a madrugada ele tem um sonho que segundo a bíblia o deixou perturbado, pois além de ter sido um sonho totalmente diferente, ele também se esqueceu do sonho que teve.
Então Nabucodonosor manda chamar todos os sábios, encantadores, os magos, os adivinhos e os feiticeiros de seu reino (e com certeza lá tinha bastante) para tentarem lhe falar qual era o sonho que ele tinha sonhado e também lhe dar a interpretação do sonho, mas nenhum deles pode realizar tal proeza. Enfurecido Nabucodonosor manda matar todos eles, porém quando o capitão do Rei chega até a pessoa de Daniel para o matar, juntamente com seus amigos, conhecidos por Sadraque, Mesaque e Abdnego, Daniel lhe diz que ele voltasse ao rei e lhe pedisse tempo, pois ele iria pedir a Jeová que lhe concedesse a revelação e a interpretação do sonho.
O sonho que Nabucodonosor havia tido era o descrito nos versículos 31 a 36 e então após contar para o rei qual era o sonho que ele havia tido, Daniel cheio do poder de Deus também lhe revela qual seria o significado de seu sonho.
O SIGNIFICADO DO SONHO DE NABUCODONOSOR
32. A cabeça dessa estátua era de ouro fino;... (ver vs. 37 e 38).
Esta declaração torna evidente que a cabeça de ouro simbolizava o grande e poderoso império babilônico, mas ainda com toda a sua grandeza Babilônia deveria passar e viria outro grande império depois dele, porém não tão grande como o império babilônico, simbolizado pelo peito e braços de prata.
32. o peito e os braços de prata;... (ver vr. 39).
Este seria o segundo império que viria depois do babilônico. Este reino seria o Medo-Pérsia, representada pelo peito e braços de prata. Pois em 539 aC. O grande imperador Ciro, general Persa, derrotou o império babilônico e estabeleceu a Segunda potência Universal.
32. o ventre e as coxas de bronze;... (ver vr. 39).
Duzentos anos mais tarde, em aproximadamente em 331 aC. o império Medo-Pérsia se desmoronava diante das forças da Grécia, comandadas pelo então imperador Alexandre, o Grande. Dentre todos os impérios anteriores, este foi o mais longo domínio que existiu até então. Este império representado pelo ventre e quadris de bronze, visto no sonho de Nabucodonosor, assim como os outros também daria lugar a um outro império.
33. As pernas de ferro;... (ver vr. 40).
As pernas de ferro simbolizavam o quarto império na interpretação de Deus através de Daniel.Em 168 aC. ocorreram três campanhas militares, onde Roma dominou o reino da Grécia e se tornou a quarta potência mundial. Este domínio foi o que mais durou, sendo o mais extenso e mais poderoso dentre todos. Era então imperador deste domínio o soberano César Augusto. Foi durante este período, o período das pernas de ferro também se deu o nascimento de Jesus, e seu ministério juntamente com os apóstolos também se desenvolveu nesta época.
33. ...;e os pés em parte de ferro e em parte de barro.
34. Estavas vendo isto, quando uma pedra foi cortada, sem auxílio de mãos, a qual feriu a estátua nos pés de ferro e de barro, e os esmiuçou. (ver vr. 41).
Este não era um novo império, mas as divisões do quarto império, pois Roma tornou-se um reino dividido em dez reinos. Isto realmente aconteceu em 476 dC., quando o antigo império romano foi atacado pelos povos germânicos, dividindo-se então em dez poderes distintos, conforme a numeração dos dedos dos pés da estátua.
Destas divisões se formaram os francos que vieram depois a ser a França; os alamanos que vieram a ser a Alemanha; os anglo-saxões que vieram as ser a Inglaterra; os visigodos sendo depois a Espanha; os suevos sendo mais tarde Portugal; os burgundos que vieram a ser a Suíça; os lombardos sendo o norte da Itália e os hérulos, vândalos e ostrogodos que foram mais tardes todos destruídos.
Depois do quarto império, o Romano, não iria se levantar outro império, este império seria dividido e assim permaneceria. Essa era a definição da interpretação vinda de Jeová.
"Quanto ao que viste do ferro misturado com barro de lodo, misturar-se-ão com semente humana, mas não se ligarão um ao outro, assim como o ferro não se mistura com o barro". Daniel 2.43
Houve uma tentativa de unir esses reinos para então se formar um quinto reino universal, mas foi fracassada.
Quando se deu a 1ª Guerra Mundial, quase todos os reis ou monarcas da Europa eram parentes, pois veja só. A rainha da Inglaterra, Rainha vitória, também era chamada a "avó da Europa", pois quase todos os outros reis pertenciam à sua dinastia, por exemplo, o rei da Inglaterra, o czar da Rússia, o rei da Espanha, o imperador da Alemanha, eram todos, brigando entre si nesta guerra, e o resultado de tudo isso foi que quase todos os reinos caíram e foram substituídos por Repúblicas.
Também temos exemplos de outros governantes que tentaram unir a Europa e também fracassaram, como Adolf Hitler da Alemanha, Napoleão Bonaparte da França, Carlos V da Espanha e outros como Luiz XIV, Carlos Magno, mas a profecia se mantinha inabalável, NÃO SE LIGARIAM UM AO OUTRO, era o que estava escrito.
Mas ainda deveria vir outro reino, mas não da terra, e sim do céu.
O QUINTO REINO UNIVERSAL MUNDIAL
No versículo 44 e 45, vemos o desfecho do sonho do rei Nabucodonosor, com a interpretação nas palavras de Daniel, que agora compartilharemos aprendendo junto sobre algo a cerca do futuro, revelado por Jeová.
"44. Mas, nos dias desses reis, o Deus do céu levantará um reino que não será jamais destruído; e este reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos esses reinos, mas ele mesmo subsistirá para sempre,
45. Da maneira que viste que do monte foi cortada uma pedra, sem auxílio de mãos, e ela esmiuçou o ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro; o grande Deus fez saber ao rei o que há de ser depois disto. Certo é o sonho, e fiel a sua interpretação". Daniel 2.44-45
Em seu sonho o rei Nabucodonosor viu uma pedra que esmiuçou os pés da estátua e toda a estátua, vindo a encher toda a terra, pois esta pedra representa o Reino de Deus que será estabelecido para todo o sempre, que se dará na segunda vinda de Jesus Cristo, nos mostrando que todos os governos terrestres serão aniquilados.
Analisando esta passagem bíblica chegamos a conclusão de que estamos vivendo no tempo representado pelos dedos dos pés da estátua, assim concluindo que o a chegada do Reino de Deus está muito próximo.
CONCLUSÃO
Dou graças a Deus por isso, pois esta tem sido a fonte da esperança de cada cristão, a chegada do REINO DE DEUS sobre a terra, haja vista que por muito tempo todos temos pronunciado em nossas orações a frase "venha a nós o Vosso Reino".
Quando o fim dessa profecia se cumprir, então chegará o tempo de paz e harmonia, e todos aqueles que pediram e esperaram perseverando em orações darão graças a Deus, e seus lábios cantarão cânticos de louvores e adoração ao Senhor.
Por isso não cesse de pedir a Deus "Venha a nós o Vosso Reino", pois assim com certeza será feita a vontade dEle.
Creia nesta palavra e viva esta profecia todos os dias de sua vida.
"Portanto, orai vós deste modo: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome; 10. Venha a nós o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu;" Mateus 6.9-10
"Porque os malfeitores serão exterminados, mas aqueles que ESPERAM NO Senhor herdarão a terra." Salmo 37.9
REENCARNAÇÃO
Estudos de Seitas Apologética Espiritismo
REENCARNAÇÃO
Natanael Rinaldi
Revista Defesa da Fé
Allan Kardec, pseudônimo de Hippolyte Léon Denizard Rivail. Conhecido mundialmente como o codificador do Espiritismo, sintetizou a doutrina da reencarnação na seguinte frase colocada em seu túmulo, no cemitério de Pére Lachaise, em Paris: "Nascer, morrer, renascer e progredir sempre. Essa é a lei"
Julgava ele ser a reencarnação de um poeta druida, segundo comunicação que recebera do "Espírito de Verdade", em 25 de março de 1855. Hoje é mais conhecido pelo seu pseudônimo do que por seu próprio nome. A palavra reencarnação, composta do prefixo "re" (repetição) e do verbo "encarnar" (tornar a tomar corpo) é entendida pelos espíritas como meio de purificaçào do espírito. Explicando a necessidade da reencarnaçào para se tornar um espírito puro, Allan Kardec (AK daqui para frente) declara que, quando o espíruo não atinge a perfeição durante a vida corpórea, é submetido a nova existência, que se repete quantas vezes quantas forem necessárias para, por fim, tornar?se um espírito puro.
0 uso da Biblia para apoio
Querendo justificar a teoria da reencarnação como meio de purificação, AK alega que essa doutrina encontra apoio bíblico. Afirma entào: "O princípio da reencarnação ressalta, aliás, de muitas passagens das Escrituras, encontrando-se especialmente formulado, de maneira explícita, nos evangelhos".
Sabendo?se que a palavra reencarnação nào se encontra na Bíblia, como também não se acha nas Escrituras Sagradas tal ensino, de primeira grandeza para os espíritas, AK declara que a reencarnação foi ensinada entre os judeus com o nome de ressurreição. Diz ele: "A reencarnação fazia parte dos dogmas judaicos sob o nome de ressurreição". Kardec não se acanha ao afirmar: "O ponto essencial é que o ensìnanento dos espíritos é eminentemente cristão."
0utras passagens bíblicas
Não se pode dialogar com um espírita o qual julgue entender de Bíblia, sem que mencione ser João Batista a reencarnação de Elias (Mt 11.14) e o encontro de Jesus com Nicodemos (Jo 3:5), entendendo que o novo nascimento mencionado por Cristo refere?se a reencarnação. Textualmente lemos de AK: " Pois que João Batista fora Elias, houve reencarnaçào do espírito ou da alma de Elias no corpo de João Batista". Estas palavras: "Se o homem não renasce da água e do Espírito, ou em água e em Espírito' signifìcam, pois: `Se o homem não renascer com seu corpo e sua alma'".
Fica assim resumida a doutrina espírita sobre a reencarnação:
- Que a pluralidade de existência se faz necessária para a purificação;
- Que esse ensino acha?se formulado de modo explícito no Evangelho de Jesus Cristo;
- Que embora a palavra reencarnação não se encontre nos evangelhos, a doutrina é encontrada sob o nome cle ressurreiçào; e
- Que Jesus referiu?se à reencarnação nas passagens de Mateus 11:14 e João 3:5.
0 ensino cristão sobre os mortos
Através de toda a Bíblia encontra?se uma advertência solene sobre a necessidade de o homem preparar?se para a eternidade:
Considerando que ele passa por esta vida uma só vez, seguindo-se depois o juízo. Declara a Bíblia: "E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disto o juízo" (Hb 9.27);
Considerando que passamos por esta vida uma só vez, é fácil concluir que só morremos uma vez, como diz o texto bíblico. Se o homem tivesse uma pluralidade de existências, isso implicaria diversidade de mortes, o que realmente não ocorre: uma só vez está destinado ao ser humano morrer. É que ele nasce uma só vez; daí os convites reiterados de Deus a fim de que o homem prepare?se para a eternidade: "Prepara-te (...) para te encontrares com o teu Deus" (Am 4.12). "Buscai no Senhor enquanto se pode achar, invocai?o enquanto está perto" Is 55. 6, 7). Por que essa urgência de buscar a Deus enquanto podemos achá?lo? Pois morrendo em pecado o homem não pode ir aonde Jesus foi (Jo 8.21). A situação depois da morte é irreversível.
Ora, se houvesse reencarnaçào ? como pretendem os espíritas ? o homem poderia encontrar Deus em qualquer tempo, mas depois da morte vem o juízo (como diz o texto já citado de Hebreus 9.27).
A declaração de que a reencarnação fazia parte dos dogmas judaicos sob o nome de ressurreição não encontra apoio no Antigo Testamento, pois tem em mente que os judeus criam no ressurgimento do corpo. Define?se ressurreição como o retorno do espírito ao próprio corpo: "Mas ele, pegando?lhe na mão, chamou dizendo: Levanta?te, menina. E o seu espírito voltou, e ela logo se levantou; e Jesus mandou que lhe dessem de comer" (Lc 8.54,55).
A reencarnação, ao contrário, é definida pelo espiritismo como "a volta do espírito à vida corpórea, mas em outro corpo especialmente formado para ele, e que nada tem de comum com o antigo".
Ao morrer, o espírito do cristão parte ao encontro de Cristo no Céu. Estêvão, ao padecer apedrejado, pediu a Jesus que o recebesse: "E apedrejaram a Estêvão, que em invocação dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito" (At 7:59).
Por ocasião da vinda de Jesus, Ele trará consigo os espíritos dos justos que partiram e estão no Céu (Hb 12.22,23), a fim de se juntarem a seus corpos na sepultura, e estes se levantarão glorificados. Diz a Bíblia: "Porque, se cremos que Jesus morreu a ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem, Deus os tornará a trazer com ele" (1 Ts 4.14). Nessa ocasiào dar?se?á a ressurreição dos salvos em corpos glorificados: "Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro" (1 Ts 4.16). "Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo. Que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso" (Fp 3.20,21). Por sua vez, os descrentes que hoje morrem descem ao Hades (o mundo invisível dos mottos), também conhecido como o Inferno da alma sem o corpo, que se encontra na sepultura. Do Hades sairá a alma no Juízo Final para se juntar ao corpo e ser lançado ao lago de fogo ou Geena (Mt 10.28; Lc 16.22?26; Ap 20.11?15).
Os judeus, por sua vez, estavam familiarizados com diversas ressurreições, como apontam várias passagens do Antigo Testamento:
a) Elias ressuscitou o filho da viúva de Serepta: "E o Senhor ouviu a voz de Elias, e a alma do menino tornou a entrar nele e reviveu. E Elias tomou o menino, e o trouxe do quarto à casa, e o deu a sua mãe; e disse Elias: Vês ai, teu filho vive" (1 Rs 17.22,23);
b) Eliseu ressuscitou o filho da sunamita: "E chegando Eliseu àquela casa, eis que o menino jazia morto sobre sua cama. Então entrou ele, e fechou a porta sobre eles ambos, e orou ao Senhor (...) e o menino abriu os olhos. Então chamou a Geazi, e disse: Chama essa sunamita. E chamou?a, e veio a ele. E disse ele: Toma o teu filho" (2 Rs 4.32?36);
c) A crença geral dos judeus era que haveria ressurreição do corpo: "Os teus mortos viverão, os teus mortos ressuscitarão; despertai e exultai os que habitais no pó, porque o teu orvalho será como o orvalho das ervas e a terra lançará de si os mortos" (Is 26.19);
d) Também no Novo Testamento encontramos crerem os judeus na ressurreição do corpo, como afirmou a irmã de Lázaro a Jesus: "Disse?lhe Jesus: Teu irmão há de ressuscitar. Disse?lhe Marta: Eu sei que há de resssuscitar na ressurreição do último dia" (Jo 11.23,24).
Por fim, como assegurar que a palavra reencarnação acha?se explícita nos evangelhos, se o ensino de Jesus é totalmente diferente? Falou Ele da ressurreição do corpo de todos os mortos, dizendo: "Não vos maravilheis disto; porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz. E os que fizeram o bem sairão para a ressurreiçâo de vida; a os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação" (Jo 5.28,29).
A EXPIAÇÃO POR CRISTO
O espiritismo ensina a expiação por esforços próprios, afirmando: "Arrependimento, expiação e reparaçào, constituem, portanto, as três condições necessárias para apagar os traços de uma falta e suas conseqüências".
Jesus, em oposição a AK, ensinou a redençào por meio de sua morte na cruz. Afirmou que veio a este mundo buscar a salvar o perdido (Lc 19.10), e para nossa redenção falou de sua morte vicária e expiatória: "Desde então começou Jesus a mostrar aos seus discípulos que convinha ir a Jerusalém, e padecer muitos dos anciãos, e dos principais dos sacerdotes, e escribas, e ser morto, e ressuscitar ao terceiro dia" (Mt 16.21).
Quando Pedro quis livrá?lo desse infortúnio, Jesus entendeu que por trás das palavras daquele amigo agia o Diabo, e assim se pronunciou: "Para trás de mim, Satanás, que me serves de escândalo; porque não compreendes as coisas que são de Deus, mas só as que são dos homens" (Mt 16.25).
Era João Batista a reencarnação de Elias?
AK ensinou que João Batista era a reencarnação de Elias. Ora, o próprio AK ensinou que para alguém reencarnar é preciso primeiro morrer. Tal não aconteceu com Elias, que não faleceu. Se não morreu, nao podia o espírito de Elias reencarnar, dado que ele partiu para o Céu. Relata a Bíblia: "E sucedeu que, indo eles andando ae falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho" (2 Rs 2.11). Subiu ao Céu a não voltou para viver em outro corpo ? o de João Batista. Enquanto isso, o próprio precursor de Cristo, interrogado se ele era Elias, respondeu: "...Não sou" (Jo 1.21). Mas, em que sentido disse Jesus que João Batista era Elias? No sentido de que seu precursor exerceu um ministério profético idêntico ao de Elias. Identidade profética não deve ser confundida com a suposição de serem ambos a mesma pessoa.
"Nascer de novo"
"Nascer de novo" ou nascer de cima nada tem a ver com a reencarnação, mas com a regeneração, a qual implica em mudança das disposições íntimas da alma dentro do mesmo corpo nesta vida. Reencarnação é nova existência em outro corpo, mas nunca no mesmo.
Nascer de novo significa a mudança do coração do homem de pedra para o de carne (Êx 36.26), e isso se dá por ouvirmos a Palavra de Deus (a água) e pelo convencimento do Espírito (Jo 16.7). Assegurou?nos o apóstolo Pedro: "Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre" (1 Pe 1.23). Declarou Tiago: "Segundo a sua vontade, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como primícias das suas criaturas" (Tg 1.18). Disse o apóstolo Paulo: "Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo" (2 Co 5.17).
CONCLUSÃO
AK estabeleceu que, para uma doutrina tornar?se reconhecidamente espírita, é preciso que seja ela ensinada com o consenso de todos os espíritos: "O caráter essencial desta doutrina, a condição de sua existência, está na generalidade e concordância do ensino". Ora, justamente na doutrina mais difundida entre os espíritas não existe tal generalidade e concordância. Isso é declarado pelo próprio AK, que disse: De todas as contradições que se observam nas comunicações dos espíritos, uma das mais chocantes é aquela relativa à reencarnação, como se explica que nem todos os espíritos a ensinam?" Perguntamos: De quem é o ensino sobre a reencarnação? De AK ou dos espíritos? Considerando que não há unanimidade em tal ensino, ele só pode ser de AK, e não dos espíritos. Logo, deve ser rejeitado o ensino de AK sobre a reencarnaçào. Melhor dizendo, dos demônios (1Tm 4.1;1Jo 4.1).
REENCARNAÇÃO
Natanael Rinaldi
Revista Defesa da Fé
Allan Kardec, pseudônimo de Hippolyte Léon Denizard Rivail. Conhecido mundialmente como o codificador do Espiritismo, sintetizou a doutrina da reencarnação na seguinte frase colocada em seu túmulo, no cemitério de Pére Lachaise, em Paris: "Nascer, morrer, renascer e progredir sempre. Essa é a lei"
Julgava ele ser a reencarnação de um poeta druida, segundo comunicação que recebera do "Espírito de Verdade", em 25 de março de 1855. Hoje é mais conhecido pelo seu pseudônimo do que por seu próprio nome. A palavra reencarnação, composta do prefixo "re" (repetição) e do verbo "encarnar" (tornar a tomar corpo) é entendida pelos espíritas como meio de purificaçào do espírito. Explicando a necessidade da reencarnaçào para se tornar um espírito puro, Allan Kardec (AK daqui para frente) declara que, quando o espíruo não atinge a perfeição durante a vida corpórea, é submetido a nova existência, que se repete quantas vezes quantas forem necessárias para, por fim, tornar?se um espírito puro.
0 uso da Biblia para apoio
Querendo justificar a teoria da reencarnação como meio de purificação, AK alega que essa doutrina encontra apoio bíblico. Afirma entào: "O princípio da reencarnação ressalta, aliás, de muitas passagens das Escrituras, encontrando-se especialmente formulado, de maneira explícita, nos evangelhos".
Sabendo?se que a palavra reencarnação nào se encontra na Bíblia, como também não se acha nas Escrituras Sagradas tal ensino, de primeira grandeza para os espíritas, AK declara que a reencarnação foi ensinada entre os judeus com o nome de ressurreição. Diz ele: "A reencarnação fazia parte dos dogmas judaicos sob o nome de ressurreição". Kardec não se acanha ao afirmar: "O ponto essencial é que o ensìnanento dos espíritos é eminentemente cristão."
0utras passagens bíblicas
Não se pode dialogar com um espírita o qual julgue entender de Bíblia, sem que mencione ser João Batista a reencarnação de Elias (Mt 11.14) e o encontro de Jesus com Nicodemos (Jo 3:5), entendendo que o novo nascimento mencionado por Cristo refere?se a reencarnação. Textualmente lemos de AK: " Pois que João Batista fora Elias, houve reencarnaçào do espírito ou da alma de Elias no corpo de João Batista". Estas palavras: "Se o homem não renasce da água e do Espírito, ou em água e em Espírito' signifìcam, pois: `Se o homem não renascer com seu corpo e sua alma'".
Fica assim resumida a doutrina espírita sobre a reencarnação:
- Que a pluralidade de existência se faz necessária para a purificação;
- Que esse ensino acha?se formulado de modo explícito no Evangelho de Jesus Cristo;
- Que embora a palavra reencarnação não se encontre nos evangelhos, a doutrina é encontrada sob o nome cle ressurreiçào; e
- Que Jesus referiu?se à reencarnação nas passagens de Mateus 11:14 e João 3:5.
0 ensino cristão sobre os mortos
Através de toda a Bíblia encontra?se uma advertência solene sobre a necessidade de o homem preparar?se para a eternidade:
Considerando que ele passa por esta vida uma só vez, seguindo-se depois o juízo. Declara a Bíblia: "E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disto o juízo" (Hb 9.27);
Considerando que passamos por esta vida uma só vez, é fácil concluir que só morremos uma vez, como diz o texto bíblico. Se o homem tivesse uma pluralidade de existências, isso implicaria diversidade de mortes, o que realmente não ocorre: uma só vez está destinado ao ser humano morrer. É que ele nasce uma só vez; daí os convites reiterados de Deus a fim de que o homem prepare?se para a eternidade: "Prepara-te (...) para te encontrares com o teu Deus" (Am 4.12). "Buscai no Senhor enquanto se pode achar, invocai?o enquanto está perto" Is 55. 6, 7). Por que essa urgência de buscar a Deus enquanto podemos achá?lo? Pois morrendo em pecado o homem não pode ir aonde Jesus foi (Jo 8.21). A situação depois da morte é irreversível.
Ora, se houvesse reencarnaçào ? como pretendem os espíritas ? o homem poderia encontrar Deus em qualquer tempo, mas depois da morte vem o juízo (como diz o texto já citado de Hebreus 9.27).
A declaração de que a reencarnação fazia parte dos dogmas judaicos sob o nome de ressurreição não encontra apoio no Antigo Testamento, pois tem em mente que os judeus criam no ressurgimento do corpo. Define?se ressurreição como o retorno do espírito ao próprio corpo: "Mas ele, pegando?lhe na mão, chamou dizendo: Levanta?te, menina. E o seu espírito voltou, e ela logo se levantou; e Jesus mandou que lhe dessem de comer" (Lc 8.54,55).
A reencarnação, ao contrário, é definida pelo espiritismo como "a volta do espírito à vida corpórea, mas em outro corpo especialmente formado para ele, e que nada tem de comum com o antigo".
Ao morrer, o espírito do cristão parte ao encontro de Cristo no Céu. Estêvão, ao padecer apedrejado, pediu a Jesus que o recebesse: "E apedrejaram a Estêvão, que em invocação dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito" (At 7:59).
Por ocasião da vinda de Jesus, Ele trará consigo os espíritos dos justos que partiram e estão no Céu (Hb 12.22,23), a fim de se juntarem a seus corpos na sepultura, e estes se levantarão glorificados. Diz a Bíblia: "Porque, se cremos que Jesus morreu a ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem, Deus os tornará a trazer com ele" (1 Ts 4.14). Nessa ocasiào dar?se?á a ressurreição dos salvos em corpos glorificados: "Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro" (1 Ts 4.16). "Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo. Que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso" (Fp 3.20,21). Por sua vez, os descrentes que hoje morrem descem ao Hades (o mundo invisível dos mottos), também conhecido como o Inferno da alma sem o corpo, que se encontra na sepultura. Do Hades sairá a alma no Juízo Final para se juntar ao corpo e ser lançado ao lago de fogo ou Geena (Mt 10.28; Lc 16.22?26; Ap 20.11?15).
Os judeus, por sua vez, estavam familiarizados com diversas ressurreições, como apontam várias passagens do Antigo Testamento:
a) Elias ressuscitou o filho da viúva de Serepta: "E o Senhor ouviu a voz de Elias, e a alma do menino tornou a entrar nele e reviveu. E Elias tomou o menino, e o trouxe do quarto à casa, e o deu a sua mãe; e disse Elias: Vês ai, teu filho vive" (1 Rs 17.22,23);
b) Eliseu ressuscitou o filho da sunamita: "E chegando Eliseu àquela casa, eis que o menino jazia morto sobre sua cama. Então entrou ele, e fechou a porta sobre eles ambos, e orou ao Senhor (...) e o menino abriu os olhos. Então chamou a Geazi, e disse: Chama essa sunamita. E chamou?a, e veio a ele. E disse ele: Toma o teu filho" (2 Rs 4.32?36);
c) A crença geral dos judeus era que haveria ressurreição do corpo: "Os teus mortos viverão, os teus mortos ressuscitarão; despertai e exultai os que habitais no pó, porque o teu orvalho será como o orvalho das ervas e a terra lançará de si os mortos" (Is 26.19);
d) Também no Novo Testamento encontramos crerem os judeus na ressurreição do corpo, como afirmou a irmã de Lázaro a Jesus: "Disse?lhe Jesus: Teu irmão há de ressuscitar. Disse?lhe Marta: Eu sei que há de resssuscitar na ressurreição do último dia" (Jo 11.23,24).
Por fim, como assegurar que a palavra reencarnação acha?se explícita nos evangelhos, se o ensino de Jesus é totalmente diferente? Falou Ele da ressurreição do corpo de todos os mortos, dizendo: "Não vos maravilheis disto; porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz. E os que fizeram o bem sairão para a ressurreiçâo de vida; a os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação" (Jo 5.28,29).
A EXPIAÇÃO POR CRISTO
O espiritismo ensina a expiação por esforços próprios, afirmando: "Arrependimento, expiação e reparaçào, constituem, portanto, as três condições necessárias para apagar os traços de uma falta e suas conseqüências".
Jesus, em oposição a AK, ensinou a redençào por meio de sua morte na cruz. Afirmou que veio a este mundo buscar a salvar o perdido (Lc 19.10), e para nossa redenção falou de sua morte vicária e expiatória: "Desde então começou Jesus a mostrar aos seus discípulos que convinha ir a Jerusalém, e padecer muitos dos anciãos, e dos principais dos sacerdotes, e escribas, e ser morto, e ressuscitar ao terceiro dia" (Mt 16.21).
Quando Pedro quis livrá?lo desse infortúnio, Jesus entendeu que por trás das palavras daquele amigo agia o Diabo, e assim se pronunciou: "Para trás de mim, Satanás, que me serves de escândalo; porque não compreendes as coisas que são de Deus, mas só as que são dos homens" (Mt 16.25).
Era João Batista a reencarnação de Elias?
AK ensinou que João Batista era a reencarnação de Elias. Ora, o próprio AK ensinou que para alguém reencarnar é preciso primeiro morrer. Tal não aconteceu com Elias, que não faleceu. Se não morreu, nao podia o espírito de Elias reencarnar, dado que ele partiu para o Céu. Relata a Bíblia: "E sucedeu que, indo eles andando ae falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho" (2 Rs 2.11). Subiu ao Céu a não voltou para viver em outro corpo ? o de João Batista. Enquanto isso, o próprio precursor de Cristo, interrogado se ele era Elias, respondeu: "...Não sou" (Jo 1.21). Mas, em que sentido disse Jesus que João Batista era Elias? No sentido de que seu precursor exerceu um ministério profético idêntico ao de Elias. Identidade profética não deve ser confundida com a suposição de serem ambos a mesma pessoa.
"Nascer de novo"
"Nascer de novo" ou nascer de cima nada tem a ver com a reencarnação, mas com a regeneração, a qual implica em mudança das disposições íntimas da alma dentro do mesmo corpo nesta vida. Reencarnação é nova existência em outro corpo, mas nunca no mesmo.
Nascer de novo significa a mudança do coração do homem de pedra para o de carne (Êx 36.26), e isso se dá por ouvirmos a Palavra de Deus (a água) e pelo convencimento do Espírito (Jo 16.7). Assegurou?nos o apóstolo Pedro: "Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre" (1 Pe 1.23). Declarou Tiago: "Segundo a sua vontade, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como primícias das suas criaturas" (Tg 1.18). Disse o apóstolo Paulo: "Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo" (2 Co 5.17).
CONCLUSÃO
AK estabeleceu que, para uma doutrina tornar?se reconhecidamente espírita, é preciso que seja ela ensinada com o consenso de todos os espíritos: "O caráter essencial desta doutrina, a condição de sua existência, está na generalidade e concordância do ensino". Ora, justamente na doutrina mais difundida entre os espíritas não existe tal generalidade e concordância. Isso é declarado pelo próprio AK, que disse: De todas as contradições que se observam nas comunicações dos espíritos, uma das mais chocantes é aquela relativa à reencarnação, como se explica que nem todos os espíritos a ensinam?" Perguntamos: De quem é o ensino sobre a reencarnação? De AK ou dos espíritos? Considerando que não há unanimidade em tal ensino, ele só pode ser de AK, e não dos espíritos. Logo, deve ser rejeitado o ensino de AK sobre a reencarnaçào. Melhor dizendo, dos demônios (1Tm 4.1;1Jo 4.1).
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Jesus errou sobre os sinais do fim?
MATEUS 24:34: "Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas essas coisas se cumpram".
Jesus errou quando afirmou que os sinais do tempo do fim se cumpririam em sua era?
PROBLEMA: Jesus falou de sinais e maravilhas no que diz respeito à sua segunda vinda. Mas ele disse que "esta geração" não passaria, sem que tudo isso acontecesse. Isso quis dizer que esses eventos aconteceriam durante a vida dos que o ouviam?
SOLUÇÃO: Esses eventos (i.e., a Grande Tribulação, o sinal da volta de Cristo e o fim dos tempos) não ocorreram nos dias de seus ouvintes. Portanto, é racional entendermos que o seu cumprimento se dará ainda no futuro. Essa questão requer um exame mais cuidadoso do significado de "geração", quanto a sentidos diferentes relativamente aos contemporâneos de Jesus.
Primeiro, "geração" em grego (genea) pode significar "raça". Nessa situação específica, a afirmação de Jesus poderia significar que a raça judia não passaria até que todas as coisas se cumprissem. Por haver muitas promessas a Israel, inclusive a da herança eterna da terra da Palestina (Gn 12; 14-15; 17) e do reino Davídico (2 Sm 7), Jesus poderia estar se referindo à preservação da nação de Israel por Deus, de forma a cumprir com as promessas feitas a Israel.
De fato, Paulo fala de um futuro da nação de Israel, quando eles serão restabelecidos nas promessas do pacto de Deus com eles (Rm 11:11-26).
A resposta de Jesus à última pergunta de seus discípulos levava em conta que haveria um futuro reino para Israel, quando eles perguntaram: "Senhor, será este o tempo em que restaures o reino a Israel?" Em vez de repreendê-los por falta de compreensão, Jesus respondeu: "Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou pela sua exclusiva autoridade" (At 1:6-7).
Segundo, "geração" poderia referir-se também a uma geração em seu sentido usual, de pessoas vivendo no tempo indicado. Nesse caso, a palavra se referiria às pessoas que estarão vivas quando essas coisas acontecerem no futuro. Em outras palavras, a geração que estiver viva quando essas coisas começarem a acontecer (o abominável da desolação [v. 15], a grande tributação, tal como nunca houve antes [v. 21], o sinal do Filho do Homem no céu [v. 30] etc.) permanecerá viva até quando esses juízos se completarem. Portanto, já que comumente se crê que, no fim dos tempos, a tribulação terá a duração de sete anos (Dn 9:27; cf. Ap 11:2), Jesus estaria dizendo que "esta geração" que estiver vivendo a tribulação ainda estará viva no seu final.
Sob qualquer hipótese, não há razão alguma para se considerar que Jesus tivesse feito a afirmação, obviamente falsa, de que o mundo terminaria dentro do período de vida dos seus contemporâneos.
Fonte: MANUAL POPULAR de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia; Norman Geisler - Thomas Howe
Jesus errou quando afirmou que os sinais do tempo do fim se cumpririam em sua era?
PROBLEMA: Jesus falou de sinais e maravilhas no que diz respeito à sua segunda vinda. Mas ele disse que "esta geração" não passaria, sem que tudo isso acontecesse. Isso quis dizer que esses eventos aconteceriam durante a vida dos que o ouviam?
SOLUÇÃO: Esses eventos (i.e., a Grande Tribulação, o sinal da volta de Cristo e o fim dos tempos) não ocorreram nos dias de seus ouvintes. Portanto, é racional entendermos que o seu cumprimento se dará ainda no futuro. Essa questão requer um exame mais cuidadoso do significado de "geração", quanto a sentidos diferentes relativamente aos contemporâneos de Jesus.
Primeiro, "geração" em grego (genea) pode significar "raça". Nessa situação específica, a afirmação de Jesus poderia significar que a raça judia não passaria até que todas as coisas se cumprissem. Por haver muitas promessas a Israel, inclusive a da herança eterna da terra da Palestina (Gn 12; 14-15; 17) e do reino Davídico (2 Sm 7), Jesus poderia estar se referindo à preservação da nação de Israel por Deus, de forma a cumprir com as promessas feitas a Israel.
De fato, Paulo fala de um futuro da nação de Israel, quando eles serão restabelecidos nas promessas do pacto de Deus com eles (Rm 11:11-26).
A resposta de Jesus à última pergunta de seus discípulos levava em conta que haveria um futuro reino para Israel, quando eles perguntaram: "Senhor, será este o tempo em que restaures o reino a Israel?" Em vez de repreendê-los por falta de compreensão, Jesus respondeu: "Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou pela sua exclusiva autoridade" (At 1:6-7).
Segundo, "geração" poderia referir-se também a uma geração em seu sentido usual, de pessoas vivendo no tempo indicado. Nesse caso, a palavra se referiria às pessoas que estarão vivas quando essas coisas acontecerem no futuro. Em outras palavras, a geração que estiver viva quando essas coisas começarem a acontecer (o abominável da desolação [v. 15], a grande tributação, tal como nunca houve antes [v. 21], o sinal do Filho do Homem no céu [v. 30] etc.) permanecerá viva até quando esses juízos se completarem. Portanto, já que comumente se crê que, no fim dos tempos, a tribulação terá a duração de sete anos (Dn 9:27; cf. Ap 11:2), Jesus estaria dizendo que "esta geração" que estiver vivendo a tribulação ainda estará viva no seu final.
Sob qualquer hipótese, não há razão alguma para se considerar que Jesus tivesse feito a afirmação, obviamente falsa, de que o mundo terminaria dentro do período de vida dos seus contemporâneos.
Fonte: MANUAL POPULAR de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia; Norman Geisler - Thomas Howe
Jesus errou sobre os sinais do fim?
MATEUS 24:34: "Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas essas coisas se cumpram".
Jesus errou quando afirmou que os sinais do tempo do fim se cumpririam em sua era?
PROBLEMA: Jesus falou de sinais e maravilhas no que diz respeito à sua segunda vinda. Mas ele disse que "esta geração" não passaria, sem que tudo isso acontecesse. Isso quis dizer que esses eventos aconteceriam durante a vida dos que o ouviam?
SOLUÇÃO: Esses eventos (i.e., a Grande Tribulação, o sinal da volta de Cristo e o fim dos tempos) não ocorreram nos dias de seus ouvintes. Portanto, é racional entendermos que o seu cumprimento se dará ainda no futuro. Essa questão requer um exame mais cuidadoso do significado de "geração", quanto a sentidos diferentes relativamente aos contemporâneos de Jesus.
Primeiro, "geração" em grego (genea) pode significar "raça". Nessa situação específica, a afirmação de Jesus poderia significar que a raça judia não passaria até que todas as coisas se cumprissem. Por haver muitas promessas a Israel, inclusive a da herança eterna da terra da Palestina (Gn 12; 14-15; 17) e do reino Davídico (2 Sm 7), Jesus poderia estar se referindo à preservação da nação de Israel por Deus, de forma a cumprir com as promessas feitas a Israel.
De fato, Paulo fala de um futuro da nação de Israel, quando eles serão restabelecidos nas promessas do pacto de Deus com eles (Rm 11:11-26).
A resposta de Jesus à última pergunta de seus discípulos levava em conta que haveria um futuro reino para Israel, quando eles perguntaram: "Senhor, será este o tempo em que restaures o reino a Israel?" Em vez de repreendê-los por falta de compreensão, Jesus respondeu: "Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou pela sua exclusiva autoridade" (At 1:6-7).
Segundo, "geração" poderia referir-se também a uma geração em seu sentido usual, de pessoas vivendo no tempo indicado. Nesse caso, a palavra se referiria às pessoas que estarão vivas quando essas coisas acontecerem no futuro. Em outras palavras, a geração que estiver viva quando essas coisas começarem a acontecer (o abominável da desolação [v. 15], a grande tributação, tal como nunca houve antes [v. 21], o sinal do Filho do Homem no céu [v. 30] etc.) permanecerá viva até quando esses juízos se completarem. Portanto, já que comumente se crê que, no fim dos tempos, a tribulação terá a duração de sete anos (Dn 9:27; cf. Ap 11:2), Jesus estaria dizendo que "esta geração" que estiver vivendo a tribulação ainda estará viva no seu final.
Sob qualquer hipótese, não há razão alguma para se considerar que Jesus tivesse feito a afirmação, obviamente falsa, de que o mundo terminaria dentro do período de vida dos seus contemporâneos.
Fonte: MANUAL POPULAR de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia; Norman Geisler - Thomas Howe
Jesus errou quando afirmou que os sinais do tempo do fim se cumpririam em sua era?
PROBLEMA: Jesus falou de sinais e maravilhas no que diz respeito à sua segunda vinda. Mas ele disse que "esta geração" não passaria, sem que tudo isso acontecesse. Isso quis dizer que esses eventos aconteceriam durante a vida dos que o ouviam?
SOLUÇÃO: Esses eventos (i.e., a Grande Tribulação, o sinal da volta de Cristo e o fim dos tempos) não ocorreram nos dias de seus ouvintes. Portanto, é racional entendermos que o seu cumprimento se dará ainda no futuro. Essa questão requer um exame mais cuidadoso do significado de "geração", quanto a sentidos diferentes relativamente aos contemporâneos de Jesus.
Primeiro, "geração" em grego (genea) pode significar "raça". Nessa situação específica, a afirmação de Jesus poderia significar que a raça judia não passaria até que todas as coisas se cumprissem. Por haver muitas promessas a Israel, inclusive a da herança eterna da terra da Palestina (Gn 12; 14-15; 17) e do reino Davídico (2 Sm 7), Jesus poderia estar se referindo à preservação da nação de Israel por Deus, de forma a cumprir com as promessas feitas a Israel.
De fato, Paulo fala de um futuro da nação de Israel, quando eles serão restabelecidos nas promessas do pacto de Deus com eles (Rm 11:11-26).
A resposta de Jesus à última pergunta de seus discípulos levava em conta que haveria um futuro reino para Israel, quando eles perguntaram: "Senhor, será este o tempo em que restaures o reino a Israel?" Em vez de repreendê-los por falta de compreensão, Jesus respondeu: "Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou pela sua exclusiva autoridade" (At 1:6-7).
Segundo, "geração" poderia referir-se também a uma geração em seu sentido usual, de pessoas vivendo no tempo indicado. Nesse caso, a palavra se referiria às pessoas que estarão vivas quando essas coisas acontecerem no futuro. Em outras palavras, a geração que estiver viva quando essas coisas começarem a acontecer (o abominável da desolação [v. 15], a grande tributação, tal como nunca houve antes [v. 21], o sinal do Filho do Homem no céu [v. 30] etc.) permanecerá viva até quando esses juízos se completarem. Portanto, já que comumente se crê que, no fim dos tempos, a tribulação terá a duração de sete anos (Dn 9:27; cf. Ap 11:2), Jesus estaria dizendo que "esta geração" que estiver vivendo a tribulação ainda estará viva no seu final.
Sob qualquer hipótese, não há razão alguma para se considerar que Jesus tivesse feito a afirmação, obviamente falsa, de que o mundo terminaria dentro do período de vida dos seus contemporâneos.
Fonte: MANUAL POPULAR de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia; Norman Geisler - Thomas Howe
Jesus pregou aos espíritos em prisão?
“No qual também foi e pregou aos espíritos em prisão...” (I Pe. 3:19)
Qual é o sentido de IPe. 3.19, que se refere à pregação de Cristo aos espíritos em prisão no Hades? Pregou Cristo a eles, dando-lhes a oportunidade de salvar-se, após terem morrido? Se examinarmos essa sentença cuidadosamente, em seu escopo total, descobriremos que a passagem não ensina tal coisa — pois contrariaria Hb. 9:27 - “... aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo”.
Na versão NASB, IPe. 3:18-20 foi traduzido assim: Porque Cristo morreu pelos pecados, de uma vez por todas, o justo pelos injustos, para conduzir-nos a Deus, tendo sido sentenciado à morte na carne, mas vivificado no espírito; no qual ele foi também e fez proclamação aos espíritos agora na prisão, que outrora foram desobedientes, quando a paciência de Deus esperou nos dias de Noé, durante a construção da arca, pela qual uns poucos, isto é, oito pessoas, se salvaram das águas. Observamos, pela tradução acima, que o verbo que se traduz por pregou em King James Version não equivale ao grego euangelizomai (“pregar ou levar boas-novas”), que certamente significaria que depois de sua crucificação Cristo realmente levou uma mensagem de salvação às almas perdidas no Hades; antes, o verbo é ekëryxen, derivado de kërysso (“proclamar uma mensagem”, da parte de um rei ou potentado). O que o v. 19 diz na verdade é que Cristo fez uma proclamação às almas que estavam aprisionadas no Sheol ou Hades.
Há duas possibilidades para o conteúdo dessa proclamação: 1º) a proclamação feita pelo Cristo crucificado no Hades a todas as almas dos mortos pode ter sido essa: o preço do pecado havia sido pago, e todos os que haviam morrido na fé deveriam aprontar-se para subir ao céu, o que ocorreria logo, no domingo da ressurreição. 2º) a proclamação poderia dizer respeito àquela urgente advertência que Noé havia feito à sua própria geração, no sentido que se refugiassem na arca, antes que o grande dilúvio destruísse toda a raça humana.
Dessas duas opções, a primeira diz respeito a uma ocorrência real (cf. Ef. 4:8); essa proclamação teria sido feita a todos os habitantes do Hades, em geral, ou então só aos redimidos, em particular. Mas a segunda, significa que Cristo, mediante o Espírito Santo solenemente advertiu os contemporâneos de Noé, por meio do próprio Noé (conforme descrição em IIPe. 2:5) como pregador ou arauto da justiça.
Portanto, parece-nos muito evidente que a passagem discutida nos assegura que até mesmo naqueles tempos antigos, nos dias de Noé, quando o Senhor estava em estado de pré-encarnação, o Verbo estava interessado na salvação dos pecadores. Assim é que o ato pelo qual a família de Noé se salvou mediante a arca foi um evento profético, apontando para a provisão graciosa de Deus pela expiação substitutiva numa cruz de madeira — à semelhança do instrumento de livramento, a arca, que salvou Noé do julgamento divino sobre a humanidade culpada. Em ambos os casos apenas os que pela fé se refugiam no meio de salvação proposto por Deus podem livrar-se da destruição.
Esse relacionamento entre tipo/antítipo é equacionado com clareza em IPe. 3:21 - “a qual, figurando [ARA traduz assim antitypon] o batismo, agora também vos salva, não sendo a remoção da imundícia da carne, mas a indagação [epërótëma] de uma boa consciência para com Deus, por meio da ressurreição de Jesus Cristo”. Em outras palavras, o arrependimento do pecado e a confiança só em Cristo, para a salvação com base em sua expiação e ressurreição, são os elementos que suprem o livramento do pecador culpado e tornam possível que esse obtenha “uma boa consciência”, com base na convicção de que todos os seus pecados foram pagos completamente pelo sangue de Jesus.
Diante das conjecturas podemos pressupor que: 1º) Jesus desceu ao Hades e proclamou a sua vitória ou 2º) Podemos concluir também que a proclamação a que se refere o v. 19 ocorreu, não quando Cristo desceu ao Hades, após sua morte no Calvário, mas em Espírito, o qual falou pela boca de Noé, durante aqueles anos em que a arca era construída (v. 20). Portanto, uma coisa é certa, o v. 19 nenhuma esperança oferece de uma “segunda oportunidade” para aqueles que rejeitaram Cristo durante sua vida aqui na Terra.
Extraído do livro "Céu e Inferno" do Prof. João Flávio Martinez
Qual é o sentido de IPe. 3.19, que se refere à pregação de Cristo aos espíritos em prisão no Hades? Pregou Cristo a eles, dando-lhes a oportunidade de salvar-se, após terem morrido? Se examinarmos essa sentença cuidadosamente, em seu escopo total, descobriremos que a passagem não ensina tal coisa — pois contrariaria Hb. 9:27 - “... aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo”.
Na versão NASB, IPe. 3:18-20 foi traduzido assim: Porque Cristo morreu pelos pecados, de uma vez por todas, o justo pelos injustos, para conduzir-nos a Deus, tendo sido sentenciado à morte na carne, mas vivificado no espírito; no qual ele foi também e fez proclamação aos espíritos agora na prisão, que outrora foram desobedientes, quando a paciência de Deus esperou nos dias de Noé, durante a construção da arca, pela qual uns poucos, isto é, oito pessoas, se salvaram das águas. Observamos, pela tradução acima, que o verbo que se traduz por pregou em King James Version não equivale ao grego euangelizomai (“pregar ou levar boas-novas”), que certamente significaria que depois de sua crucificação Cristo realmente levou uma mensagem de salvação às almas perdidas no Hades; antes, o verbo é ekëryxen, derivado de kërysso (“proclamar uma mensagem”, da parte de um rei ou potentado). O que o v. 19 diz na verdade é que Cristo fez uma proclamação às almas que estavam aprisionadas no Sheol ou Hades.
Há duas possibilidades para o conteúdo dessa proclamação: 1º) a proclamação feita pelo Cristo crucificado no Hades a todas as almas dos mortos pode ter sido essa: o preço do pecado havia sido pago, e todos os que haviam morrido na fé deveriam aprontar-se para subir ao céu, o que ocorreria logo, no domingo da ressurreição. 2º) a proclamação poderia dizer respeito àquela urgente advertência que Noé havia feito à sua própria geração, no sentido que se refugiassem na arca, antes que o grande dilúvio destruísse toda a raça humana.
Dessas duas opções, a primeira diz respeito a uma ocorrência real (cf. Ef. 4:8); essa proclamação teria sido feita a todos os habitantes do Hades, em geral, ou então só aos redimidos, em particular. Mas a segunda, significa que Cristo, mediante o Espírito Santo solenemente advertiu os contemporâneos de Noé, por meio do próprio Noé (conforme descrição em IIPe. 2:5) como pregador ou arauto da justiça.
Portanto, parece-nos muito evidente que a passagem discutida nos assegura que até mesmo naqueles tempos antigos, nos dias de Noé, quando o Senhor estava em estado de pré-encarnação, o Verbo estava interessado na salvação dos pecadores. Assim é que o ato pelo qual a família de Noé se salvou mediante a arca foi um evento profético, apontando para a provisão graciosa de Deus pela expiação substitutiva numa cruz de madeira — à semelhança do instrumento de livramento, a arca, que salvou Noé do julgamento divino sobre a humanidade culpada. Em ambos os casos apenas os que pela fé se refugiam no meio de salvação proposto por Deus podem livrar-se da destruição.
Esse relacionamento entre tipo/antítipo é equacionado com clareza em IPe. 3:21 - “a qual, figurando [ARA traduz assim antitypon] o batismo, agora também vos salva, não sendo a remoção da imundícia da carne, mas a indagação [epërótëma] de uma boa consciência para com Deus, por meio da ressurreição de Jesus Cristo”. Em outras palavras, o arrependimento do pecado e a confiança só em Cristo, para a salvação com base em sua expiação e ressurreição, são os elementos que suprem o livramento do pecador culpado e tornam possível que esse obtenha “uma boa consciência”, com base na convicção de que todos os seus pecados foram pagos completamente pelo sangue de Jesus.
Diante das conjecturas podemos pressupor que: 1º) Jesus desceu ao Hades e proclamou a sua vitória ou 2º) Podemos concluir também que a proclamação a que se refere o v. 19 ocorreu, não quando Cristo desceu ao Hades, após sua morte no Calvário, mas em Espírito, o qual falou pela boca de Noé, durante aqueles anos em que a arca era construída (v. 20). Portanto, uma coisa é certa, o v. 19 nenhuma esperança oferece de uma “segunda oportunidade” para aqueles que rejeitaram Cristo durante sua vida aqui na Terra.
Extraído do livro "Céu e Inferno" do Prof. João Flávio Martinez
Assinar:
Postagens (Atom)